{"id":1051219,"date":"2026-06-27T20:00:00","date_gmt":"2026-06-27T23:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaltela.com\/noticias\/2026\/06\/27\/autora-de-parditude-diz-que-movimentos-negam-mesticos-por-ver-branco-como-inimigo\/"},"modified":"2026-06-27T20:00:00","modified_gmt":"2026-06-27T23:00:00","slug":"autora-de-parditude-diz-que-movimentos-negam-mesticos-por-ver-branco-como-inimigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaltela.com\/noticias\/geral\/2026\/06\/27\/autora-de-parditude-diz-que-movimentos-negam-mesticos-por-ver-branco-como-inimigo\/","title":{"rendered":"Autora de Parditude diz que movimentos negam mesti\u00e7os por ver branco como inimigo"},"content":{"rendered":"<p>Beatriz Bueno, autora de Parditude, defende que a miscigena\u00e7\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a para a sociedade brasileira. Em entrevista, ela exp\u00f5e que a vis\u00e3o negativa sobre miscigena\u00e7\u00e3o por movimentos progressistas colocou mesti\u00e7os em um limbo social, entre brancos e negros, sem pol\u00edticas de repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, a identidade parda n\u00e3o pode ser reduzida \u00e0 categoria de negros. Ela alerta que isso dificulta a compreens\u00e3o da experi\u00eancia de quem afirma viver entre as duas identidades, conforme o que chama de limbo racial.<\/p>\n<p>Bueno, de 28 anos, \u00e9 autora do livro Parditude: Um Guia para te Resgatar do Limbo Racial (Planeta). A obra busca detalhar as especificidades da experi\u00eancia parda no Brasil.<\/p>\n<p>A pesquisadora afirma que pessoas mesti\u00e7as vivem uma fronteira social, consideradas brancas demais para serem negras e negras demais para serem brancas. A autora lembra que, no Estatuto da Igualdade Racial, pardos s\u00e3o contabilizados entre os negros.<\/p>\n<p>Para ela, reconhecer que pardos descendem de diferentes grupos, inclusive brancos, pode unificar identidades no Brasil. A ideia \u00e9 ampliar o entendimento sobre a diversidade racial no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Bueno acusa desassist\u00eancia p\u00fablica de tratar pardos com neglig\u00eancia. Ela cita, como exemplo, a exclus\u00e3o de pardos de pol\u00edticas p\u00fablicas e de espa\u00e7os de debate, em especial por meio de bancas de heteroidentifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em sua vis\u00e3o, parte do p\u00fablico que a acompanha n\u00e3o entende o que ela defende. A pesquisadora diz que h\u00e1 apoio e cr\u00edticas sem leitura adequada do que prop\u00f5e.<\/p>\n<p>A autora esclarece que n\u00e3o defende pureza racial. Segundo ela, esse mito contribui para o preconceito contra pardos e refor\u00e7a o estigma de superioridade entre ra\u00e7as.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria de Bueno inclui atua\u00e7\u00e3o como ativista antirracista e feminista. Ela tamb\u00e9m integra a comunidade da Universidade Federal Fluminense, onde iniciou mestrado em cultura e territorialidades.<\/p>\n<p>RAIO-X BEATRIZ BUENO, 28<\/p>\n<p>Criadora do perfil &#8220;Parditude&#8221; no Instagram, com cerca de 39 mil seguidores, ela destaca-se como pesquisadora das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais. \u00c9 natural de S\u00e3o Paulo e graduada em produ\u00e7\u00e3o cultural pela UFF.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<ul>\n<li>Beatriz Bueno, 28 anos, defende que a miscigena\u00e7\u00e3o \u00e9 uma pot\u00eancia da sociedade brasileira e que pardos s\u00e3o descendentes de diferentes grupos, incluindo brancos.<\/li>\n<li>Em seu livro Parditude, ela busca explicar a experi\u00eancia parda e prop\u00f5e desassociar a identidade parda da categoria negra para ampliar a compreens\u00e3o das identidades no Brasil.<\/li>\n<li>A autora afirma que movimentos progressistas teriam colocado o branco como inimigo, contribuindo para o que chama de \u201climbo racial\u201d dos mesti\u00e7os.<\/li>\n<li>Bueno diz ter sido expulsa da Universidade Federal Fluminense em janeiro, alegando persegui\u00e7\u00e3o por seu estudo sobre pardos, e aponta ataques \u00e0 mensagem que apresenta.<\/li>\n<li>A obra descreve oito tipos de parditude e sustenta que o racismo brasileiro \u00e9 marcado pela leitura fenot\u00edpica; Parditude \u00e9 publicada pela Planeta.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":1051239,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"summary":"Beatriz Bueno defende a miscigena\u00e7\u00e3o como pot\u00eancia brasileira e mostra pardos em limbo, destacando impacto no debate sobre pol\u00edticas p\u00fablicas e identidade racial","footnotes":""},"categories":[298,1],"tags":[240,102,185,98,101,99],"class_list":["post-1051219","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-noticias","tag-cidadania","tag-conflitos","tag-estudos","tag-pesquisa","tag-pessoas","tag-universidades"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/1051219","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/comments?post=1051219"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/1051219\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/media\/1051239"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/media?parent=1051219"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/categories?post=1051219"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/tags?post=1051219"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}