{"id":119773,"date":"2025-05-18T13:00:41","date_gmt":"2025-05-18T16:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/production.portaltela.com\/noticias\/2025\/05\/18\/brasil-e-africa-do-sul-fortalecem-lacos-emocionais-revela-pesquisadora\/"},"modified":"2025-05-18T13:00:41","modified_gmt":"2025-05-18T16:00:41","slug":"brasil-e-africa-do-sul-fortalecem-lacos-emocionais-revela-pesquisadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaltela.com\/entretenimento\/musica\/2025\/05\/18\/brasil-e-africa-do-sul-fortalecem-lacos-emocionais-revela-pesquisadora\/","title":{"rendered":"Brasil e \u00c1frica do Sul fortalecem la\u00e7os emocionais, revela pesquisadora"},"content":{"rendered":"<p><strong>Brasil e \u00c1frica do Sul: Conex\u00f5es Liter\u00e1rias e Resist\u00eancia Feminina<\/strong><\/p>\n<p>O livro <strong>Mem\u00f3rias do Atl\u00e2ntico<\/strong>, de Marcella Granatiere, explora a intersec\u00e7\u00e3o cultural entre o Brasil e a \u00c1frica do Sul. A obra, resultado de sua tese de doutorado na PUC-Rio, analisa a escrita de quatro autoras que abordam temas como viol\u00eancia e racismo contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>Granatiere, 53 anos, destaca que a literatura feminina \u00e9 uma forma de resist\u00eancia. As autoras, muitas vezes silenciadas, utilizam a fic\u00e7\u00e3o para expressar suas vozes e questionar a realidade social. A pesquisa se concentra em duas escritoras brasileiras, Deborah Dornellas e Eliana Alves Cruz, e duas sul-africanas, Nadine Gordimer e Kopano Matlwa.<\/p>\n<h3>Ato Pol\u00edtico da Escrita<\/h3>\n<p>A pesquisadora explica que o ato de escrever n\u00e3o \u00e9 apenas uma express\u00e3o art\u00edstica, mas um <strong>ato pol\u00edtico<\/strong>. As autoras usam suas narrativas para refletir sobre a sociedade e provocar o leitor a repensar quest\u00f5es hist\u00f3ricas. Granatiere observa que a escrita feminina, embora frequentemente esquecida, \u00e9 fundamental para entender a mem\u00f3ria coletiva de ambos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>A escolha por analisar romances de mulheres se deve \u00e0 sua capacidade de representar a sociedade de forma \u00fanica. A autora ressalta que essas vozes, embora ouvidas, ainda n\u00e3o recebem a aten\u00e7\u00e3o que merecem. A pesquisa revela que a literatura pode ser uma ferramenta poderosa contra o machismo e os estere\u00f3tipos associados \u00e0 escrita feminina.<\/p>\n<h3>Viol\u00eancia e Racismo<\/h3>\n<p>Granatiere tamb\u00e9m discute a <strong>viol\u00eancia<\/strong> e o <strong>racismo<\/strong> como temas centrais em suas an\u00e1lises. Ela menciona o conceito de &#8220;viol\u00eancia vernacular&#8221;, que compara a viol\u00eancia urbana \u00e0 linguagem, ampliando a discuss\u00e3o para incluir a viol\u00eancia contra a mulher. Essa abordagem permite uma reflex\u00e3o sobre como esses problemas se manifestam de maneiras distintas no Brasil e na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>A autora conclui que a literatura feminina \u00e9 um meio eficaz para questionar narrativas estabelecidas e confrontar realidades sociais. A pesquisa de Granatiere abre espa\u00e7o para futuras investiga\u00e7\u00f5es sobre a interconex\u00e3o entre as experi\u00eancias das mulheres em diferentes contextos hist\u00f3ricos e culturais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcella Granatiere lan\u00e7ou o livro &#8220;Mem\u00f3rias do Atl\u00e2ntico&#8221;, que \u00e9 baseado em sua tese de doutorado na PUC-Rio. A obra analisa a escrita de quatro autoras, duas do Brasil e duas da \u00c1frica do Sul, abordando temas como viol\u00eancia e racismo. Granatiere, de 53 anos, afirma que a literatura feminina \u00e9 uma forma de resist\u00eancia, permitindo que vozes frequentemente silenciadas se expressem. As autoras estudadas s\u00e3o Deborah Dornellas e Eliana Alves Cruz do Brasil, e Nadine Gordimer e Kopano Matlwa da \u00c1frica do Sul. A pesquisadora destaca que escrever \u00e9 um ato pol\u00edtico, que provoca reflex\u00f5es sobre a sociedade. Ela tamb\u00e9m discute a viol\u00eancia e o racismo, usando o conceito de &#8220;viol\u00eancia vernacular&#8221; para comparar a viol\u00eancia urbana \u00e0 linguagem, incluindo a viol\u00eancia contra a mulher. A pesquisa mostra que a literatura feminina pode desafiar narrativas estabelecidas e abrir espa\u00e7o para novas investiga\u00e7\u00f5es sobre as experi\u00eancias das mulheres em diferentes contextos.<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"summary":"**Literatura feminina como resist\u00eancia: \"Mem\u00f3rias do Atl\u00e2ntico\" de Marcella Granatiere analisa vozes do Brasil e da \u00c1frica do Sul.**","footnotes":""},"categories":[12,43],"tags":[100],"class_list":["post-119773","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entretenimento","category-musica","tag-noticia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/119773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/comments?post=119773"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/119773\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/media?parent=119773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/categories?post=119773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/tags?post=119773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}