{"id":150098,"date":"2025-02-12T10:18:57","date_gmt":"2025-02-12T13:18:57","guid":{"rendered":"https:\/\/production.portaltela.com\/noticias\/2025\/02\/12\/juiza-emociona-ao-ler-carta-para-vitima-de-feminicidio-voce-nao-teve-culpa\/"},"modified":"2025-02-12T10:18:57","modified_gmt":"2025-02-12T13:18:57","slug":"juiza-emociona-ao-ler-carta-para-vitima-de-feminicidio-voce-nao-teve-culpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaltela.com\/noticias\/politica\/2025\/02\/12\/juiza-emociona-ao-ler-carta-para-vitima-de-feminicidio-voce-nao-teve-culpa\/","title":{"rendered":"Ju\u00edza emociona ao ler carta para v\u00edtima de feminic\u00eddio: &#8216;Voc\u00ea n\u00e3o teve culpa&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>A ju\u00edza de Direito <strong>Ana Carolina Santana<\/strong>, de Pernambuco, quebrou o protocolo durante a leitura de uma senten\u00e7a em um caso de feminic\u00eddio, emocionando o Tribunal do J\u00fari. Ao som de Chopin, a magistrada dirigiu suas palavras \u00e0 v\u00edtima, afirmando: <strong>&#8220;Voc\u00ea foi absolvida. Voc\u00ea n\u00e3o teve culpa de nada que te aconteceu.&#8221;<\/strong> A ju\u00edza destacou a realidade do machismo e as tentativas de desqualifica\u00e7\u00e3o da mulher ao longo do processo, refletindo sobre as perguntas que buscavam transferir a responsabilidade pelo crime \u00e0 v\u00edtima.<\/p>\n<p>Durante sua declara\u00e7\u00e3o, Ana Carolina enfatizou que, em seus <strong>oito anos de carreira<\/strong>, nunca havia presenciado a necessidade de refazer um julgamento. Ela criticou as indaga\u00e7\u00f5es feitas no tribunal, como: <strong>&#8220;Por que n\u00e3o saiu do distrito de F\u00e1tima?&#8221;<\/strong> e <strong>&#8220;Por que n\u00e3o terminou o relacionamento se estava sendo agredida?&#8221;<\/strong> A magistrada classificou o machismo como uma quest\u00e3o <strong>&#8220;estrutural&#8221;<\/strong>, ressaltando que as v\u00edtimas frequentemente s\u00e3o julgadas por suas escolhas, enquanto os agressores recebem justificativas.<\/p>\n<p>A ju\u00edza tamb\u00e9m recha\u00e7ou as tentativas de desqualifica\u00e7\u00e3o da v\u00edtima com base em sua sa\u00fade mental, afirmando que <strong>&#8220;quem aqui estiver com a sa\u00fade mental 100% em dia que atire a primeira pedra.&#8221;<\/strong> Ao final do julgamento, o Conselho de Senten\u00e7a acatou a tese do Minist\u00e9rio P\u00fablico, resultando na condena\u00e7\u00e3o do acusado a <strong>32 anos de reclus\u00e3o<\/strong>. Ana Carolina encerrou sua fala com uma mensagem de paz \u00e0 v\u00edtima, reafirmando que ela n\u00e3o teve culpa do que ocorreu.<\/p>\n<p>Em um trecho de sua declara\u00e7\u00e3o, a ju\u00edza expressou a dor da realidade enfrentada pelas mulheres: <strong>&#8220;O mundo que n\u00f3s mulheres queremos viver \u00e9 o mundo que n\u00e3o nos julgue por nossas decis\u00f5es.&#8221;<\/strong> A leitura da carta endere\u00e7ada \u00e0 mulher assassinada foi um momento marcante, refletindo a luta contra a viol\u00eancia de g\u00eanero e a necessidade de um olhar mais humano e justo sobre as v\u00edtimas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ju\u00edza de Direito Ana Carolina Santana, de Pernambuco, quebrou o protocolo durante a leitura de uma senten\u00e7a em um caso de feminic\u00eddio, emocionando o Tribunal do J\u00fari. Ao som de Chopin, a magistrada dirigiu suas palavras \u00e0 v\u00edtima, afirmando: &#8220;Voc\u00ea foi absolvida. 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