{"id":177685,"date":"2025-05-27T08:15:31","date_gmt":"2025-05-27T11:15:31","guid":{"rendered":"https:\/\/production.portaltela.com\/noticias\/2025\/05\/27\/cassiana-der-haroutiounian-revela-as-cicatrizes-da-armenia-em-uma-ilha-chamada-armenia\/"},"modified":"2025-05-27T08:15:31","modified_gmt":"2025-05-27T11:15:31","slug":"cassiana-der-haroutiounian-revela-as-cicatrizes-da-armenia-em-uma-ilha-chamada-armenia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaltela.com\/entretenimento\/musica\/2025\/05\/27\/cassiana-der-haroutiounian-revela-as-cicatrizes-da-armenia-em-uma-ilha-chamada-armenia\/","title":{"rendered":"Cassiana Der Haroutiounian revela as cicatrizes da Arm\u00eania em &#8216;Uma Ilha Chamada Arm\u00eania&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>A fot\u00f3grafa brasileira <strong>Cassiana Der Haroutiounian<\/strong> lan\u00e7ou o livro <strong>&#8220;Uma Ilha Chamada Arm\u00eania&#8221;<\/strong>, que explora suas experi\u00eancias e a conex\u00e3o com suas ra\u00edzes arm\u00eanias. A obra foi apresentada em um evento na <strong>Livraria da Travessa<\/strong>, em S\u00e3o Paulo, no dia <strong>29 de maio<\/strong>.<\/p>\n<p>A Arm\u00eania, situada no C\u00e1ucaso, carrega uma hist\u00f3ria marcada por um genoc\u00eddio que vitimou mais de <strong>1,5 milh\u00e3o<\/strong> de pessoas e por conflitos com o Azerbaij\u00e3o, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o de <strong>Nagorno-Karabakh<\/strong>. Der Haroutiounian visitou a Arm\u00eania <strong>17 vezes<\/strong> ao longo de mais de dez anos, capturando imagens que refletem as cicatrizes deixadas por esses eventos.<\/p>\n<p>As fotografias no livro mostram fissuras em paredes e fachadas marcadas por balas, simbolizando o impacto dos conflitos. A artista, que \u00e9 descendente de arm\u00eanios que fugiram do genoc\u00eddio entre <strong>1915 e 1923<\/strong>, destaca que sua rela\u00e7\u00e3o com a Arm\u00eania mudou ap\u00f3s sua primeira visita em <strong>2010<\/strong>. Ela descreve a conex\u00e3o como uma experi\u00eancia transformadora, afirmando que se sente mais arm\u00eania do que brasileira.<\/p>\n<h3>Conex\u00e3o e Isolamento<\/h3>\n<p>Para Der Haroutiounian, viajar \u00e0 Arm\u00eania \u00e9 um processo terap\u00eautico. Ela busca o sil\u00eancio de lugares in\u00f3spitos como forma de medita\u00e7\u00e3o. O t\u00edtulo do livro reflete a sensa\u00e7\u00e3o de isolamento do pa\u00eds, que n\u00e3o possui litoral, mas \u00e9 cercado por montanhas. A fot\u00f3grafa tamb\u00e9m retrata im\u00f3veis abandonados, evocando um sentimento de solid\u00e3o.<\/p>\n<p>Em <strong>2021<\/strong>, Der Haroutiounian retornou ao C\u00e1ucaso para cobrir o conflito em Nagorno-Karabakh, onde presenciou a dor da guerra e as hist\u00f3rias de homens que n\u00e3o voltaram. Em <strong>2023<\/strong>, a regi\u00e3o foi reconquistada pelo Azerbaij\u00e3o, resultando na fuga de <strong>100 mil arm\u00eanios<\/strong>. A artista expressa que, ao visitar a Arm\u00eania, ela tamb\u00e9m lida com suas pr\u00f3prias feridas emocionais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Arm\u00eania, um pa\u00eds com uma hist\u00f3ria marcada por um genoc\u00eddio que matou mais de 1,5 milh\u00e3o de pessoas e conflitos com o Azerbaij\u00e3o, \u00e9 o foco do livro &#8220;Uma Ilha Chamada Arm\u00eania&#8221;, da fot\u00f3grafa Cassiana Der Haroutiounian. Ela visitou a Arm\u00eania 17 vezes ao longo de mais de dez anos, capturando imagens que mostram as cicatrizes deixadas pela guerra, como paredes danificadas e edif\u00edcios abandonados. Der Haroutiounian, que \u00e9 descendente de arm\u00eanios que fugiram do genoc\u00eddio, come\u00e7ou a se conectar com suas ra\u00edzes em 2010, quando fez sua primeira viagem ao pa\u00eds. Para ela, essa conex\u00e3o foi transformadora e se considera mais arm\u00eania do que brasileira. A fot\u00f3grafa descreve suas viagens como uma experi\u00eancia de cura, buscando o sil\u00eancio em lugares isolados. O t\u00edtulo do livro reflete a sensa\u00e7\u00e3o de estar cercada por montanhas, que simbolizam tanto prote\u00e7\u00e3o quanto isolamento. Em 2021, ela voltou \u00e0 regi\u00e3o para cobrir o conflito em Nagorno-Karabakh, onde viu de perto a dor da guerra. Em 2023, o Azerbaij\u00e3o reconquistou a \u00e1rea, levando \u00e0 fuga de muitos arm\u00eanios. A fot\u00f3grafa sente que, ao visitar a Arm\u00eania, tamb\u00e9m lida com suas pr\u00f3prias feridas emocionais. O livro ser\u00e1 lan\u00e7ado em uma livraria em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"summary":"Fot\u00f3grafa lan\u00e7a livro que explora a conex\u00e3o com a Arm\u00eania e as cicatrizes deixadas por conflitos e genoc\u00eddio. 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