{"id":191077,"date":"2025-03-14T14:16:55","date_gmt":"2025-03-14T17:16:55","guid":{"rendered":"https:\/\/production.portaltela.com\/noticias\/2025\/03\/14\/mulher-e-condenada-por-fraudar-pensao-militar-e-deve-devolver-rdollar-37-milhoes-recebidos\/"},"modified":"2025-03-14T14:16:55","modified_gmt":"2025-03-14T17:16:55","slug":"mulher-e-condenada-por-fraudar-pensao-militar-e-deve-devolver-rdollar-37-milhoes-recebidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaltela.com\/noticias\/politica\/2025\/03\/14\/mulher-e-condenada-por-fraudar-pensao-militar-e-deve-devolver-rdollar-37-milhoes-recebidos\/","title":{"rendered":"Mulher \u00e9 condenada por fraudar pens\u00e3o militar e deve devolver R$ 3,7 milh\u00f5es recebidos"},"content":{"rendered":"<p>O <strong>Superior Tribunal Militar (STM)<\/strong> condenou Ana Lucia Umbelina Galache de Souza por <strong>estelionato<\/strong> e crimes contra o patrim\u00f4nio, ap\u00f3s ela se passar por filha de um ex-integrante do Ex\u00e9rcito que lutou na <strong>Segunda Guerra Mundial<\/strong>. Entre 1988 e 2022, Ana Lucia recebeu indevidamente <strong>R$ 3,7 milh\u00f5es<\/strong> em pens\u00e3o, e a senten\u00e7a, divulgada nesta quinta-feira (13), determina a devolu\u00e7\u00e3o integral do montante, al\u00e9m de uma pena de <strong>3 anos e 3 meses de pris\u00e3o<\/strong> em regime inicialmente aberto. Como a decis\u00e3o transitou em julgado, n\u00e3o cabe mais recurso.<\/p>\n<p>O esquema come\u00e7ou em 1986, quando Ana Lucia, ainda menor de idade, foi registrada fraudulentamente como filha de Vicente Zarate. Com a nova documenta\u00e7\u00e3o, obteve uma nova <strong>Carteira de Identidade<\/strong> e um <strong>Cadastro de Pessoa F\u00edsica (CPF)<\/strong>, ambos com o sobrenome Zarate. Com esses documentos falsificados, solicitou a habilita\u00e7\u00e3o para receber a pens\u00e3o, que foi aprovada, permitindo que ela recebesse o benef\u00edcio como filha de um <strong>Segundo Sargento<\/strong>.<\/p>\n<p>A <strong>Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o (DPU)<\/strong> pediu a absolvi\u00e7\u00e3o de Ana Lucia, alegando \u201caus\u00eancia de inten\u00e7\u00e3o\u201d, j\u00e1 que o registro fraudulento foi feito quando ela era menor. No entanto, o STM rejeitou esse argumento, ressaltando que Ana Lucia utilizou duas identidades e dois CPFs, usando o nome Ana Lucia Zarate apenas para receber a pens\u00e3o, enquanto mantinha seu nome original para outros atos civis, como seu casamento em 1990.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o revelou que, mesmo ap\u00f3s advert\u00eancias do marido para interromper a fraude, Ana Lucia continuou recebendo a pens\u00e3o. Sua av\u00f3, <strong>Concei\u00e7\u00e3o Galache<\/strong>, denunciou o caso \u00e0 Pol\u00edcia Civil, informando que Ana Lucia n\u00e3o era filha de Vicente Zarate. Durante o interrogat\u00f3rio, Ana Lucia admitiu a fraude e alegou que compartilhava a pens\u00e3o com a av\u00f3, que a ajudou a obter os documentos falsificados. O caso veio \u00e0 tona quando a av\u00f3 exigiu R$ 8 mil, amea\u00e7ando denunci\u00e1-la.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Superior Tribunal Militar (STM) condenou Ana Lucia Umbelina Galache de Souza por estelionato e crimes contra o patrim\u00f4nio, ap\u00f3s ela se passar por filha de um ex-integrante do Ex\u00e9rcito que lutou na Segunda Guerra Mundial. 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