{"id":30703,"date":"2025-05-09T08:58:15","date_gmt":"2025-05-09T11:58:15","guid":{"rendered":"https:\/\/production.portaltela.com\/noticias\/2025\/05\/09\/indigenas-bororos-celebram-aceitacao-de-pessoas-trans-em-rituais-tradicionais\/"},"modified":"2025-05-09T08:58:15","modified_gmt":"2025-05-09T11:58:15","slug":"indigenas-bororos-celebram-aceitacao-de-pessoas-trans-em-rituais-tradicionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaltela.com\/noticias\/2025\/05\/09\/indigenas-bororos-celebram-aceitacao-de-pessoas-trans-em-rituais-tradicionais\/","title":{"rendered":"Ind\u00edgenas bororos celebram aceita\u00e7\u00e3o de pessoas trans em rituais tradicionais"},"content":{"rendered":"<p><strong>Lisandra Uwaireudo<\/strong> e <strong>Majur Harachell Traytowu<\/strong>, mulheres trans do povo bororo, compartilham suas experi\u00eancias de aceita\u00e7\u00e3o e os desafios enfrentados em suas comunidades. Ambas destacam a import\u00e2ncia do acolhimento familiar e a luta contra o preconceito externo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a morte da bisav\u00f3 de Lisandra, as mulheres de sua aldeia se reuniram por cinco meses para cumprir os rituais f\u00fanebres. Durante esse per\u00edodo, Lisandra, que se identifica como mulher, se sentiu acolhida, algo que n\u00e3o era garantido h\u00e1 cinco anos, quando ainda n\u00e3o se apresentava como tal. Ela enfrentou preconceitos, inclusive de sua m\u00e3e, mas acredita que isso se deve \u00e0 falta de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u201cNosso povo, em geral, respeita as pessoas trans. Hoje, todo mundo da fam\u00edlia me aceita, principalmente minha av\u00f3\u201d,<\/strong> afirma Lisandra, da aldeia Tadarimana, em Mato Grosso. A aceita\u00e7\u00e3o \u00e9 um sentimento compartilhado por Majur, a primeira cacica trans do Brasil, que relata que o preconceito geralmente vem de fora da comunidade.<\/p>\n<p>Majur, que vive na aldeia Apido Paru, come\u00e7ou sua transi\u00e7\u00e3o durante a pandemia e se tornou cacica em 2019. Ela destaca que a transexualidade n\u00e3o \u00e9 uma novidade para os bororo, que historicamente reconhecem identidades de g\u00eanero diversas. <strong>\u201cDentro da comunidade, nunca houve preconceito. O preconceito vem de fora\u201d,<\/strong> diz Majur.<\/p>\n<p>Ambas as mulheres enfrentam desafios ao sair de suas aldeias. Majur menciona que, ao visitar a cidade de Rondon\u00f3polis, sente olhares de desprezo. A luta pela aceita\u00e7\u00e3o e reconhecimento das identidades de g\u00eanero \u00e9 uma constante, mas a for\u00e7a da comunidade bororo se reflete no apoio familiar e na hist\u00f3ria de aceita\u00e7\u00e3o que permeia sua cultura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisandra Uwaireudo, de 20 anos, e Majur Harachell Traytowu, de 33, s\u00e3o mulheres trans do povo bororo e compartilham suas experi\u00eancias sobre aceita\u00e7\u00e3o e desafios. Ap\u00f3s a morte da bisav\u00f3 de Lisandra, as mulheres da aldeia se reuniram para rituais f\u00fanebres, algo que Lisandra n\u00e3o poderia ter feito h\u00e1 cinco anos, quando ainda n\u00e3o se apresentava como mulher. Ela enfrentou preconceito, inclusive da pr\u00f3pria m\u00e3e, mas acredita que isso se deve \u00e0 falta de informa\u00e7\u00e3o. Hoje, se sente aceita, especialmente pela av\u00f3. Majur, a primeira cacica trans do Brasil, tamb\u00e9m relata que o preconceito vem de fora da comunidade, onde sempre foi respeitada. Ela come\u00e7ou a transi\u00e7\u00e3o durante a pandemia e destaca que sua fam\u00edlia a apoiou. Ambas as mulheres falam sobre a aceita\u00e7\u00e3o de identidades de g\u00eanero diversas entre os bororos, que j\u00e1 reconheciam a transexualidade no passado. Kiga B\u00f3e, outro ind\u00edgena trans, fundou um coletivo para promover a articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da comunidade LGBTQIA+ ind\u00edgena. Ele e outros, como Lilith Cair\u00fa e Enn\u00e3 Sampaio, tamb\u00e9m compartilham suas hist\u00f3rias de luta e busca por aceita\u00e7\u00e3o, destacando a import\u00e2ncia de manter a identidade ind\u00edgena, mesmo em contextos urbanos.<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"summary":"Mulheres trans do povo bororo, Lisandra Uwaireudo e Majur Harachell Traytowu, falam sobre aceita\u00e7\u00e3o e preconceito em suas comunidades.","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[100],"class_list":["post-30703","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-noticia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/30703","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/comments?post=30703"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/30703\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/media?parent=30703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/categories?post=30703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/tags?post=30703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}