{"id":312153,"date":"2026-01-06T09:35:04","date_gmt":"2026-01-06T12:35:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaltela.com\/?p=312153"},"modified":"2026-01-06T09:35:12","modified_gmt":"2026-01-06T12:35:12","slug":"anvisa-autoriza-inicio-de-testes-clinicos-de-medicamento-brasileiro-para-lesao-na-medula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaltela.com\/cotidiano\/saude-cotidiano\/2026\/01\/06\/anvisa-autoriza-inicio-de-testes-clinicos-de-medicamento-brasileiro-para-lesao-na-medula\/","title":{"rendered":"Anvisa autoriza in\u00edcio de testes cl\u00ednicos de medicamento brasileiro para les\u00e3o na medula"},"content":{"rendered":"\n<p>Pacientes com les\u00e3o na medula espinhal passaram a contar com uma nova perspectiva ap\u00f3s a Anvisa autorizar, nesta segunda-feira (5), o in\u00edcio dos testes cl\u00ednicos de um medicamento desenvolvido integralmente no Brasil. A libera\u00e7\u00e3o marca o avan\u00e7o de uma pesquisa conduzida pela professora e pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho teve in\u00edcio em 1997 e aguardava, havia tr\u00eas anos, a autoriza\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia reguladora para avan\u00e7ar \u00e0 fase de testes em humanos. A subst\u00e2ncia estudada \u00e9 a polilaminina, uma rede de prote\u00ednas que se torna menos presente no organismo ao longo da vida e que foi reproduzida em laborat\u00f3rio pela equipe da pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>O an\u00fancio da autoriza\u00e7\u00e3o ocorreu durante uma coletiva do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Segundo Tatiana Sampaio, o avan\u00e7o representa o resultado de um esfor\u00e7o coletivo, que envolveu universidade, empresa parceira, profissionais da sa\u00fade, hospitais e fisioterapeutas. O ministro da Sa\u00fade, Alexandre Padilha, destacou o car\u00e1ter nacional do projeto, desenvolvido dentro de uma universidade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro de 2025, o Jornal Nacional mostrou que a polilaminina foi produzida a partir de prote\u00ednas extra\u00eddas de placentas e testada, em fase experimental, em oito pacientes parapl\u00e9gicos e tetrapl\u00e9gicos. De acordo com os resultados apresentados \u00e0 \u00e9poca, a subst\u00e2ncia conseguiu restabelecer conex\u00f5es entre neur\u00f4nios do c\u00e9rebro e outras partes do corpo, com recupera\u00e7\u00e3o de movimentos em seis pacientes. Um dos casos envolveu um paciente que voltou a andar ap\u00f3s ter ficado paralisado do ombro para baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a autoriza\u00e7\u00e3o da Anvisa, a polilaminina deixa o ambiente exclusivamente acad\u00eamico e passa a integrar a primeira etapa formal do processo de aprova\u00e7\u00e3o de um medicamento. Nessa fase inicial, o foco ser\u00e1 avaliar a seguran\u00e7a da subst\u00e2ncia e identificar poss\u00edveis rea\u00e7\u00f5es adversas.<\/p>\n\n\n\n<p>O protocolo prev\u00ea a aplica\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica inje\u00e7\u00e3o em cinco pessoas com les\u00e3o completa da medula espinhal, at\u00e9 48 horas ap\u00f3s o trauma. Os pacientes ser\u00e3o acompanhados por um per\u00edodo de seis meses. Caso n\u00e3o sejam observados efeitos adversos graves, o estudo avan\u00e7a para as etapas seguintes, que t\u00eam como objetivo verificar a efic\u00e1cia do tratamento na recupera\u00e7\u00e3o de movimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de eventual libera\u00e7\u00e3o como medicamento, a polilaminina ainda precisa cumprir tr\u00eas fases de testes cl\u00ednicos, sem prazo definido para conclus\u00e3o. Segundo a pesquisadora, a expectativa futura inclui a amplia\u00e7\u00e3o dos estudos para pacientes com les\u00f5es mais antigas, classificadas como cr\u00f4nicas, o que depender\u00e1 dos resultados obtidos nas pr\u00f3ximas etapas da pesquisa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pacientes com les\u00e3o na medula espinhal passaram a contar com uma nova perspectiva ap\u00f3s a Anvisa autorizar, nesta segunda-feira (5), o in\u00edcio dos testes cl\u00ednicos de um medicamento desenvolvido integralmente no Brasil. A libera\u00e7\u00e3o marca o avan\u00e7o de uma pesquisa conduzida pela professora e pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 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