{"id":38847,"date":"2025-01-20T08:44:32","date_gmt":"2025-01-20T11:44:32","guid":{"rendered":"https:\/\/production.portaltela.com\/noticias\/2025\/01\/20\/ex-ministro-critica-julgamento-de-bolsonaro-no-stf-e-defende-foro-privilegiado-limitado\/"},"modified":"2025-01-20T08:44:32","modified_gmt":"2025-01-20T11:44:32","slug":"ex-ministro-critica-julgamento-de-bolsonaro-no-stf-e-defende-foro-privilegiado-limitado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaltela.com\/noticias\/politica\/2025\/01\/20\/ex-ministro-critica-julgamento-de-bolsonaro-no-stf-e-defende-foro-privilegiado-limitado\/","title":{"rendered":"Ex-ministro critica julgamento de Bolsonaro no STF e defende foro privilegiado limitado"},"content":{"rendered":"<p>O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), <strong>Marco Aur\u00e9lio Mello<\/strong>, expressou cr\u00edticas contundentes sobre os julgamentos da Corte relacionados \u00e0 tentativa de golpe de estado envolvendo o ex-presidente <strong>Jair Bolsonaro<\/strong> e o general <strong>Walter Braga Netto<\/strong>. Mello argumenta que os ministros do STF n\u00e3o t\u00eam a compet\u00eancia necess\u00e1ria para esses casos, afirmando que &#8220;o princ\u00edpio do juiz natural vai por terra&#8221; e que os cidad\u00e3os ficam sem recursos adequados. Ele defende que, com a sa\u00edda de Bolsonaro da presid\u00eancia, ele n\u00e3o deveria ser julgado no STF, exceto o ex-chefe da Abin, <strong>Alexandre Ramagem<\/strong>, que possui foro privilegiado por ser deputado federal.<\/p>\n<p>Mello, que atuou no STF de 1990 at\u00e9 2021, criticou a atual interpreta\u00e7\u00e3o da Corte, afirmando que &#8220;isso n\u00e3o passaria pela cabe\u00e7a da velha guarda&#8221; que ele conheceu. Ele ressaltou que a compet\u00eancia do STF deve ser restrita ao que est\u00e1 na Constitui\u00e7\u00e3o, e que a Corte tem a \u00faltima palavra sobre o direito, mas isso n\u00e3o deve ser interpretado de forma ampla. O ex-ministro tamb\u00e9m fez uma cr\u00edtica indireta ao ministro <strong>Alexandre de Moraes<\/strong>, relator do caso, ao relembrar um julgamento de 2017 sobre os limites do foro privilegiado, onde prevaleceu a ideia de que o STF n\u00e3o deveria julgar crimes fora do exerc\u00edcio do mandato.<\/p>\n<p>Durante o julgamento de 2017, Mello e outros ministros anteciparam seus votos em apoio \u00e0 tese do ent\u00e3o relator <strong>Lu\u00eds Roberto Barroso<\/strong>, que defendia a restri\u00e7\u00e3o do foro privilegiado. No entanto, Moraes divergiu posteriormente, propondo que o foro se aplicasse a crimes cometidos durante o mandato, mesmo sem rela\u00e7\u00e3o com o cargo. Essa mudan\u00e7a de entendimento foi acompanhada por outros ministros, incluindo <strong>Dias Toffoli<\/strong> e <strong>Ricardo Lewandowski<\/strong>, atual ministro da Justi\u00e7a no governo de <strong>Luiz In\u00e1cio Lula da Silva<\/strong>.<\/p>\n<p>Em 2024, o STF revisitou a quest\u00e3o do foro privilegiado ao analisar um habeas corpus do senador <strong>Zequinha Marinho<\/strong> (Podemos-PA), que buscava ser julgado no Supremo por uma suposta pr\u00e1tica de rachadinha. A maioria dos ministros decidiu manter o foro para crimes cometidos durante o mandato, mesmo ap\u00f3s a sa\u00edda do cargo, reafirmando a pol\u00eamica em torno da extens\u00e3o do foro privilegiado no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aur\u00e9lio Mello, expressou cr\u00edticas contundentes sobre os julgamentos da Corte relacionados \u00e0 tentativa de golpe de estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o general Walter Braga Netto. 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