{"id":642847,"date":"2026-05-07T20:56:33","date_gmt":"2026-05-07T23:56:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaltela.com\/noticias\/2026\/05\/07\/melhores-paviloes-nacionais-da-bienal-de-veneza\/"},"modified":"2026-05-07T20:56:33","modified_gmt":"2026-05-07T23:56:33","slug":"melhores-paviloes-nacionais-da-bienal-de-veneza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaltela.com\/entretenimento\/series-e-filmes\/2026\/05\/07\/melhores-paviloes-nacionais-da-bienal-de-veneza\/","title":{"rendered":"Melhores pavil\u00f5es nacionais da Bienal de Veneza"},"content":{"rendered":"<p>Os pavilh\u00f5es nacionais da Bienal de Veneza indicam um tom de ru\u00edna que permeia a mostra. Obras destacadas associam deteriora\u00e7\u00e3o f\u00edsica, arquitet\u00f4nica e hist\u00f3rica a narrativas pol\u00edticas e culturais em curso. A rela\u00e7\u00e3o entre passado e presente emerge como tema central.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o atual evidencia rupturas no espa\u00e7o expositivo: per\u00edodos de mem\u00f3ria, deslocamentos de soberania e quest\u00f5es de identidade. Entre curadorias marcadas por pol\u00eamicas, a curadoria se torna parte da pr\u00f3pria obra, provocando leitura cr\u00edtica sobre o papel das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A cobertura abaixo sintetiza o que aconteceu, quem est\u00e1 envolvido, onde e por qu\u00ea, com foco em informa\u00e7\u00f5es verific\u00e1veis e linguagem factual.<\/p>\n<h3>Alemanha<\/h3>\n<p>No Pavilh\u00e3o Alem\u00e3o, a instala\u00e7\u00e3o de Henrike Naumann, conclu\u00edda postumamente, forma uma leitura sobre arquitetura fascista. Sung Tieu contribui com obras que dialogam com mem\u00f3rias da era socialista e o ambiente de habita\u00e7\u00e3o do Leste. A curadoria ficou a cargo de Kathleen Reinhardt.<\/p>\n<p>A obra The Home Front re\u00fane objetos cotidianos em uma grid de itens sem rosto, enquanto o conjunto Human Dignity Shall Be Inviolable, com 3 milh\u00f5es de tesselas, retrata um bloco habitacional pr\u00e9-mabricado. Uma segunda pe\u00e7a apresenta esculturas de invasores de percep\u00e7\u00f5es na hist\u00f3ria.<\/p>\n<h3>Austria<\/h3>\n<p>A \u00c1ustria apresenta Sea World de Florentina Holzinger, com performance que envolve nudez e elementos de instala\u00e7\u00f5es com \u00e1gua, detritos e odores. A proposta questiona o que \u00e9 visto como polui\u00e7\u00e3o e o que permanece oculto diante de crises ambientais.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia ocorre em meio a uma tens\u00e3o entre choque est\u00e9tico e reflex\u00e3o sobre o papel da arte diante de situa\u00e7\u00f5es de crise ecol\u00f3gica, apresentando uma leitura provocativa sobre responsabilidade e percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<h3>Peru<\/h3>\n<p>O Pavilh\u00e3o do Peru, com From Other Worlds, destaca Sara Flores da comunidade Shipibo-Konibo, a primeira artista ind\u00edgena a representar o pa\u00eds na Bienal. A instala\u00e7\u00e3o enfatiza rela\u00e7\u00e3o com a natureza, recupera\u00e7\u00e3o de saberes e defesa ambiental.<\/p>\n<p>As obras utilizam t\u00eaxteis feitos \u00e0 m\u00e3o e videoinstala\u00e7\u00f5es, ressaltando ken\u00e9, filosofia de reparo da comunidade. O foco \u00e9 a urg\u00eancia de equil\u00edbrio entre conserva\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e preserva\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n<h3>Jap\u00e3o<\/h3>\n<p>No Pavilh\u00e3o do Jap\u00e3o, Ei Arakawa-Nash transforma o espa\u00e7o em uma esp\u00e9cie de ber\u00e7\u00e1rio carnivalesco. Infantes simulados aparecem pela fachada e no interior, com poemas que acompanham cada pe\u00e7a.<\/p>\n<p>A obra Grass Babies, Moon Babies aborda a rela\u00e7\u00e3o entre parentalidade, identidade e press\u00f5es sociais. A narrativa contrap\u00f5e pol\u00edticas hist\u00f3ricas ao espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, mantendo o tom de experimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Coreia<\/h3>\n<p>A Coreia apresenta Liberation Space: Fortress\/Nest, com instala\u00e7\u00e3o de Hyeree Ro e Choi Goen. Um tubo industrial externo simboliza v\u00ednculos hist\u00f3ricos entre Jap\u00e3o e Coreia, enquanto o interior \u00e9 formado por padr\u00f5es de organza.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o combina oito espa\u00e7os tem\u00e1ticos \u2014 luto, mem\u00f3ria, observa\u00e7\u00e3o, vida, espera, planejamento, compartilhamento e reparo \u2014 com obras que dialogam com mem\u00f3rias coletivas e identidades nacionais.<\/p>\n<h3>Brasil<\/h3>\n<p>O Brasil retorna com Comigo ningu\u00e9m pode, reunindo Rosana Paulino e Adriana Varej\u00e3o. A curadoria \u00e9 de Dina Lima, com obras hist\u00f3ricas que dialogam com o legado da escravid\u00e3o e a resist\u00eancia cultural.<\/p>\n<p>Paulino apresenta Aracnes, um mural de concreto com fotografias de mulheres escravizadas, enquanto Varej\u00e3o apresenta Still Life amid Ruin, reflex\u00f5es pl\u00e1sticas sobre rupturas hist\u00f3ricas que cercam o pa\u00eds.<\/p>\n<h3>Dinamarca<\/h3>\n<p>Maja Malou Lyse, em parceria com o DIS, prop\u00f5e uma leitura sobre fertilidade e futuro por meio de v\u00eddeos e performances. A apresenta\u00e7\u00e3o traz dados de reprodu\u00e7\u00e3o e cenas de maternidade, com tom restrito a propostas de pol\u00edticas p\u00fablicas e tecnologias.<\/p>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o inclui tamb\u00e9m registros de \u201ccorridas de esperma\u201d, apresentada como estudo de futuro, em tom quase devocional, para discutir possibilidades de mudan\u00e7a social.<\/p>\n<h3>Marrocos<\/h3>\n<p>Ajam de Amina Agueznay representa Asetta, uma instala\u00e7\u00e3o t\u00eaxtil coletiva que celebra artesanato Amazigh com cerca de 150 tecel\u00e3s. O projeto enfatiza a fus\u00e3o entre arte contempor\u00e2nea, design tradicional e saber-fazer comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>A obra destaca ritmo, movimento e passagem entre espa\u00e7o p\u00fablico e privado, evidenciando uma vis\u00e3o de futuro que preserva mem\u00f3ria e pr\u00e1tica artesanal.<\/p>\n<h3>Uzbequist\u00e3o<\/h3>\n<p>Uzbequist\u00e3o apresenta The Aural Sea, inspirado no Aral. A mostra utiliza obras de artistas locais para refletir sobre a seca, a migra\u00e7\u00e3o e a identidade cultural. O projeto \u00e9 curado pela primeira turma da Bukhara Biennial Curatorial School.<\/p>\n<p>Instala\u00e7\u00f5es interativas, como Lost Form Archive, permitem aos visitantes moldar sal cristalizado em formas de peixes, enquanto outras pe\u00e7as exploram narrativas de reconstru\u00e7\u00e3o e pertencimento.<\/p>\n<h3>Gr\u00e3-Bretanha<\/h3>\n<p>Brit\u00e2nicos apresentam Predicting History: Testing Translation, assinado por Lubaina Himid. A obra mistura pinturas, esculturas e uma trilha sonora que trata de migra\u00e7\u00e3o, perten\u00e7a e mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Himid descreveu o projeto como reflex\u00e3o sobre o que \u00e9 casa e como reconstru\u00ed-la diante de deslocamentos, destacando a experi\u00eancia de representatividade hist\u00f3rica no cen\u00e1rio da Bienal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<ul>\n<li>A Bienal de Veneza apresenta pavilh\u00f5es nacionais marcados pela ru\u00edna \u2014 f\u00edsica, arquitet\u00f4nica e hist\u00f3rica \u2014 como leitura cr\u00edtica do presente.<\/li>\n<li>Alemanha, com a s\u00e9rie Ruin de Henrike Naumann e Sung Tieu, questiona a arquitetura do pavilh\u00e3o e o conceito de \u201carte-washing\u201d, em meio \u00e0 controv\u00e9rsia de que a dire\u00e7\u00e3o da mostra perdeu o j\u00fari.<\/li>\n<li>Jap\u00e3o apresenta Grass Babies, Moon Babies, de Ei Arakawa-Nash, um nursery carnavalesco que aborda parentalidade, identidade queer e cr\u00edticas \u00e0 hist\u00f3ria ultranacionalista.<\/li>\n<li>Peru estreia representation ind\u00edgena com Sara Flores, no pavilh\u00e3o From Other Worlds, destacando ken\u00e9 (pr\u00e1tica de reparo) e a defesa de um territ\u00f3rio cultural diante do desmatamento.<\/li>\n<li>Outros focos relevantes incluem: S\u00e9rvia e Palmyra na S\u00edria; Brasil com Rosana Paulino e Adriana Varej\u00e3o em Comigo ningu\u00e9m pode; Morocco com Amina Agueznay em Asetta; e Portugal (Britain) com Lubaina Himid explorando hist\u00f3ria, migra\u00e7\u00e3o e casa.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":642913,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"summary":"Pavilh\u00f5es nacionais na Bienal de Veneza exploram ru\u00edna, pol\u00edtica e mem\u00f3ria, gerando debate sobre legado hist\u00f3rico e futuro da mostra","footnotes":""},"categories":[12,44],"tags":[84,96,218,269,217],"class_list":["post-642847","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entretenimento","category-series-e-filmes","tag-acontecimentos-internacionais","tag-arte","tag-comunidade","tag-internacionais","tag-memorias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/642847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/comments?post=642847"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/642847\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/media\/642913"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/media?parent=642847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/categories?post=642847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/tags?post=642847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}