{"id":670490,"date":"2026-05-12T07:40:44","date_gmt":"2026-05-12T10:40:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaltela.com\/noticias\/2026\/05\/12\/stj-nega-devolucao-de-tarifas-cobradas-entre-1989-e-1996-em-poupancas-inativas\/"},"modified":"2026-05-12T07:40:44","modified_gmt":"2026-05-12T10:40:44","slug":"stj-nega-devolucao-de-tarifas-cobradas-entre-1989-e-1996-em-poupancas-inativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaltela.com\/noticias\/politica\/2026\/05\/12\/stj-nega-devolucao-de-tarifas-cobradas-entre-1989-e-1996-em-poupancas-inativas\/","title":{"rendered":"STJ nega devolu\u00e7\u00e3o de tarifas cobradas entre 1989 e 1996 em poupan\u00e7as inativas"},"content":{"rendered":"<p>A 4\u00aa turma do STJ decidiu, por unanimidade, que n\u00e3o houve obriga\u00e7\u00e3o de devolver tarifas cobradas de poupan\u00e7as inativas entre 1989 e 1996. A a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica foi apresentada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e questionava a legalidade dessas cobran\u00e7as e a restitui\u00e7\u00e3o dos valores debitados desde 1989.<\/p>\n<p>O relator, ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, entendeu que as institui\u00e7\u00f5es financeiras atuaram conforme as normas vigentes \u00e0 \u00e9poca. Assim, n\u00e3o houve responsabiliza\u00e7\u00e3o nem obriga\u00e7\u00e3o de devolu\u00e7\u00e3o, segundo o voto acolhido pela turma.<\/p>\n<h3>Contexto do caso<\/h3>\n<p>A a\u00e7\u00e3o envolveu bancos e o Banco Central, com discuss\u00e3o sobre a resolu\u00e7\u00e3o CMN 1.568\/89 e a cobran\u00e7a de tarifas em contas n\u00e3o recadastradas. O MPF sustentava que a norma vedava remunera\u00e7\u00e3o pela manuten\u00e7\u00e3o dessas poupan\u00e7as, tornando indevidos os d\u00e9bitos.<\/p>\n<p>Bancos defenderam prescri\u00e7\u00e3o quinquenal e a legitimidade da atua\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria, afirmando que textos vigentes autorizavam as tarifas. A decis\u00e3o manteve o entendimento de conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o da \u00e9poca, sem exigir devolu\u00e7\u00e3o de valores.<\/p>\n<h3>Desdobramentos processuais<\/h3>\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, houve condena\u00e7\u00e3o para cessar as cobran\u00e7as e devolver valores desde 1989, com exce\u00e7\u00e3o do BC. O TRF da 3\u00aa regi\u00e3o reformou parcialmente a senten\u00e7a, reconhecendo cobran\u00e7a ap\u00f3s a resolu\u00e7\u00e3o 2.303\/96, sujeita a condi\u00e7\u00f5es, mantendo devolu\u00e7\u00e3o apenas aos estados de SP.<\/p>\n<p>O STJ, ao julgar o recurso especial, afastou a an\u00e1lise de prescri\u00e7\u00e3o por falta de pr\u00e9-questionamento. O voto tamb\u00e9m interpretou as resolu\u00e7\u00f5es do CMN e do BC em conjunto com a lei 4.595\/64.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<ul>\n<li>Ostentando o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), a 4\u00aa turma rejeitou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) que questionava tarifas cobradas em poupan\u00e7as inativas e n\u00e3o recadastradas desde mil novecentos e oitenta e nove.<\/li>\n<li>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime e seguiu o voto do relator, ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, que entendeu que as institui\u00e7\u00f5es financeiras agiram conforme as normas vigentes \u00e0 \u00e9poca, afastando responsabiliza\u00e7\u00e3o e devolu\u00e7\u00e3o dos valores.<\/li>\n<li>O MPF alegava que a norma do Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) veda cobran\u00e7a pela manuten\u00e7\u00e3o dessas contas, pedindo a devolu\u00e7\u00e3o desde janeiro de mil noventa e oito e abrang\u00eancia nacional da tutela coletiva.<\/li>\n<li>Em primeira inst\u00e2ncia, bancos foram condenados a cessar cobran\u00e7as e devolver valores desde a edi\u00e7\u00e3o da resolu\u00e7\u00e3o; o Tribunal Regional Federal da Terceira Regi\u00e3o modificou a senten\u00e7a, reconhecendo cobran\u00e7a ap\u00f3s a resolu\u00e7\u00e3o 2.303\/96, restrita a S\u00e3o Paulo.<\/li>\n<li>No m\u00e9rito, Noronha afirmou que as resolu\u00e7\u00f5es do CMN e do Banco Central devem ser interpretadas com a Lei 4.595\/64, e que n\u00e3o houve revoga\u00e7\u00e3o expressa anterior que autorizasse a cobran\u00e7a; a turma conheceu parcialmente do recurso especial e julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o coletiva.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":670553,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"summary":"STJ mant\u00e9m improced\u00eancia de a\u00e7\u00e3o e nega devolu\u00e7\u00e3o de tarifas cobradas de poupan\u00e7as inativas entre 1989 e 1996, consideradas conforme normas da \u00e9poca","footnotes":""},"categories":[1,33],"tags":[102,94,108,100,31,128],"class_list":["post-670490","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-politica","tag-conflitos","tag-economia","tag-leis","tag-noticia","tag-politica","tag-tribunal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/670490","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/comments?post=670490"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/670490\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/media\/670553"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/media?parent=670490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/categories?post=670490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/tags?post=670490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}