{"id":789839,"date":"2026-05-26T12:14:00","date_gmt":"2026-05-26T15:14:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaltela.com\/noticias\/2026\/05\/26\/estudo-revela-como-desigualdades-reduzem-acesso-a-direitos-e-oportunidades\/"},"modified":"2026-05-26T12:14:00","modified_gmt":"2026-05-26T15:14:00","slug":"estudo-revela-como-desigualdades-reduzem-acesso-a-direitos-e-oportunidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaltela.com\/noticias\/educacao\/2026\/05\/26\/estudo-revela-como-desigualdades-reduzem-acesso-a-direitos-e-oportunidades\/","title":{"rendered":"Estudo revela como desigualdades reduzem acesso a direitos e oportunidades"},"content":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho, Ita\u00fa Educa\u00e7\u00e3o e Trabalho e Iede, em parceria com Unicef, divulgam um panorama in\u00e9dito sobre as juventudes vulner\u00e1veis no Brasil. O estudo re\u00fane 14 artigos com an\u00e1lises de especialistas e relatos de jovens, cobrindo 13 perfis de juventudes minorizadas.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o destaca barreiras hist\u00f3ricas no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao trabalho e a direitos b\u00e1sicos. Entre os grupos analisados est\u00e3o juventudes negras, ind\u00edgenas, quilombolas, em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, estudantes de escola p\u00fablica e pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Outros grupos contemplados s\u00e3o jovens LGBTQIAPN+, m\u00e3es jovens, mulheres em \u00e1reas de STEM, adolescentes em medidas socioeducativas, em trabalho infantil e jovens refugiados. O material mapeia vulnerabilidades espec\u00edficas e lacunas na prote\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise utiliza dados do IBGE para mostrar que o Brasil tem mais de 46,5 milh\u00f5es de jovens entre 15 e 29 anos. Quase um quarto da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 nesse intervalo et\u00e1rio, com ampla diversidade de contextos sociais.<\/p>\n<h3>Desigualdades estruturais<\/h3>\n<p>Ra\u00e7a e condi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica aparecem como principais determinantes das desigualdades. Entre jovens em extrema pobreza, 74,9% s\u00e3o negros, e 40% da juventude pobre s\u00e3o mulheres negras. Acesso \u00e0 internet, deslocamentos e conciliar estudo com trabalho aparecem como desafios.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia atinge de forma desigual: jovens negros sofrem viol\u00eancia urbana com taxa quatro vezes maior que a de jovens brancos. Entre ind\u00edgenas, o suic\u00eddio chega a ser oito vezes maior do que entre jovens brancos e negros.<\/p>\n<p>Entre quilombolas, houve avan\u00e7o educacional com aumento de 57% nas matr\u00edculas do ensino m\u00e9dio entre 2014 e 2024, mas cerca de 30% apresentam atraso escolar, acima da m\u00e9dia nacional de 17,8%.<\/p>\n<p>Entre jovens rurais, os indicadores de exclus\u00e3o escolar s\u00e3o mais graves. Um ter\u00e7o fica fora da escola sem concluir a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, contra 16,5% nas \u00e1reas urbanas, e a informalidade atinge 69% no campo.<\/p>\n<h3>Marcadores sociais e a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/h3>\n<p>A escola p\u00fablica \u00e9 apresentada como espa\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o, mas muitos estudantes enfrentam barreiras para permanecer no ensino e acessar oportunidades. Estudantes da rede p\u00fablica, majoritariamente pretos, pardos e de baixa renda, revelam piores indicadores de aprendizagem.<\/p>\n<p>A dist\u00e2ncia entre redes p\u00fablico e privado se traduz em distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie e menor probabilidade de mobilidade social. Pesquisadores destacam a import\u00e2ncia da Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica para ampliar oportunidades.<\/p>\n<h3>Educa\u00e7\u00e3o e trabalho<\/h3>\n<p>Jovens LGBTQIAPN+ enfrentam agress\u00f5es verbais, f\u00edsicas e cyberbullying, o que impacta perman\u00eancia escolar e inser\u00e7\u00e3o profissional. H\u00e1 pouca coleta de dados oficiais sobre esse grupo, dificultando pol\u00edticas p\u00fablicas adequadas.<\/p>\n<p>Mais da metade dos adolescentes em medida socioeducativa est\u00e1 no ensino fundamental, ainda que j\u00e1 tenham idade para o ensino m\u00e9dio. O estudo tamb\u00e9m aponta a persist\u00eancia do trabalho infantil, com maior exclus\u00e3o escolar e maior risco de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ernesto Martins Faria, diretor-fundador do Iede, ressalta a diversidade de 13 perfis e a import\u00e2ncia de aten\u00e7\u00e3o direcionada para avan\u00e7os estruturais. O material visa embasar pol\u00edticas p\u00fablicas com foco em justi\u00e7a social e oportunidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<ul>\n<li>Estudo in\u00e9dito, lan\u00e7ado em 26 de novembro, re\u00fane 14 artigos sobre 13 perfis de juventudes vulner\u00e1veis no Brasil, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho, Ita\u00fa Educa\u00e7\u00e3o e Trabalho, Iede e Unicef.<\/li>\n<li>O documento mostra barreiras hist\u00f3ricas de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao trabalho e a direitos b\u00e1sicos para as 13 juventudes minorizadas, destacando dados do IBGE.<\/li>\n<li>Entre os perfis est\u00e3o juventudes negras, ind\u00edgenas, quilombolas, em pobreza, rurais, estudantes de escola p\u00fablica, pessoas com defici\u00eancia, LGBTQIAPN+, jovens m\u00e3es, mulheres em STEM, adolescentes em medidas socioeducativas, em trabalho infantil e jovens refugiados.<\/li>\n<li>Desigualdades estruturais aparecem em indicadores como acesso \u00e0 internet, deslocamentos, perman\u00eancia e aprendizagem na escola p\u00fablica, com impactos maiores para jovens negros e de baixa renda.<\/li>\n<li>A publica\u00e7\u00e3o enfatiza tamb\u00e9m a import\u00e2ncia da Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica e de pol\u00edticas p\u00fablicas que incluam vozes dos jovens e monitorem resultados para ampliar oportunidades de vida e inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":789922,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"summary":"Estudo revela que ra\u00e7a, pobreza e outras vulnerabilidades moldam trajet\u00f3rias educacionais e trabalhistas de jovens, ampliando desigualdades no Brasil","footnotes":""},"categories":[40,1],"tags":[181,195,5116,98,31,99],"class_list":["post-789839","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-noticias","tag-ensino","tag-escolas","tag-lgbtqiapn","tag-pesquisa","tag-politica","tag-universidades"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/789839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/comments?post=789839"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/789839\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/media\/789922"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/media?parent=789839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/categories?post=789839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/tags?post=789839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}