38 semanas de gestação costumam ter o líquido amniótico renovado a cada três horas. O bebê engole e “respira” esse líquido, com peso entre 2,27 e 3,8 kg e comprimento médio de cerca de 49,8 cm.
O líquido amniótico protege o bebê, evita compressão do cordão umbilical e facilita movimentos, além de influenciar a temperatura e o treino de sistemas digestivo, urinário e respiratório. O volume varia ao longo da gravidez, sendo normal ver alterações próximas ao parto.
Com 38 semanas, o bebê continua se movendo bastante, dorme e pode soluçar dentro da barriga. A quantidade de líquido costuma ficar entre 600 e 800 ml nesta fase, após ter atingido até 1 litro entre 34 e 36 semanas.
O que muda na 38ª semana
Com o espaço reduzido, imagens de ultrassom ajudam a estimar o líquido por meio do ILA e do MBV. O oligoâmnio indica pouca água, o poliâmnio excesso de água; cada cenário pode exigir conduta diferente. A verificação ocorre principalmente pelo ultrassom obstétrico.
Quando há oligoâmnio, pode haver relação com funcionamento placentário, hipertensão materna ou uso de certos medicamentos. Em casos de poliâmnio, a causa pode incluir infecções, diabetes gestacional ou problemas na deglutição do bebê. Em alguns casos não há explicação clara.
Mudanças no corpo da grávida: alarme falso
É comum a impressão de que o parto começou antes do tempo. Mesmo com sinais, nem sempre a dilatação avançou para além de 5 cm. Em situações seguras, a orientação é aguardar, evitando internação precoce, que aumenta intervenções desnecessárias.
Para quem mora longe, pode ser interessante combinar atendimento domiciliar ou em locais próximos para monitorar o bem-estar do bebê e a dilatação. Em caso de rompimento da bolsa ou contrações fortes, procure orientação médica e organize a mala da maternidade.
Preparativos de gestante: quando ir à maternidade
Se a bolsa rompeu ou surgirem duas ou mais contrações a cada 10 minutos, a orientação é buscar atendimento. Enquanto isso, mantenha a calma, leve a caderneta da gestante e a mala pronta. A internação precoce nem sempre traz benefício e pode aumentar intervenções.
Caso o parto não se inicie até a 41ª semana, podem ser discutidas indução ou cesariana, conforme avaliação médica. O objetivo é garantir a segurança da mãe e do bebê diante de situações que requeiram intervenção.
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