Tragédia Anunciada
No dia 17 de julho de 2007, um Airbus da TAM, com 187 pessoas a bordo, caiu no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, resultando na morte de todos os ocupantes e de 12 pessoas em solo. O acidente, considerado a maior tragédia da aviação comercial brasileira, ocorreu após falhas no sistema de controle de tráfego aéreo e na pista do aeroporto.
Agora, 18 anos depois, a Netflix lançou a série documental “Congonhas: Tragédia Anunciada”, que investiga as causas do desastre e a busca por justiça. Dirigida por Angelo Defanti, a produção apresenta imagens de arquivo e depoimentos de familiares das vítimas, que clamam por responsabilização.
O acidente foi precedido por um contexto de crise na aviação brasileira, marcado por cortes orçamentários e alertas sobre a necessidade de investimentos. Em 2006, a colisão entre um voo da Gol e um jato executivo já havia exposto falhas no sistema aéreo, levando a uma greve de controladores de voo. A situação se agravou com o desastre de Congonhas, onde a pista estava sem o sistema de ranhuras, crucial para a frenagem.
O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado em 2009, apontou a falta de um dispositivo de alerta na aeronave como uma das causas do acidente. Apesar das evidências de falhas, nenhuma punição criminal foi aplicada aos responsáveis. Em 2017, um acordo judicial resultou em um pagamento de R$ 30 milhões da Airbus a parentes das vítimas, mas a busca por justiça continua.
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