Cristina Jiménez, cofundadora da United We Dream, lançou seu livro de memórias, “Dreaming of Home”, em meio à crescente retórica anti-imigração nos Estados Unidos. A obra, que será publicada nesta terça-feira, narra sua trajetória como imigrante indocumentada e busca inspirar novas gerações a resistir a essa retórica.
Jiménez, que cresceu em Queens, Nova York, compartilha sua experiência de vida desde a infância até se tornar uma das vozes mais influentes na luta pelos direitos dos imigrantes. “O que quero que as pessoas entendam com esta história é que a comunidade, a solidariedade e a organização nos tirarão deste momento”, afirmou em entrevista. O livro é descrito como uma guia para ativistas, abordando tanto sua história pessoal quanto a realidade do sistema de imigração dos EUA.
A ativista destacou que a decisão de escrever o livro surgiu na noite das eleições de 2016, quando a vitória de Donald Trump trouxe medo e incerteza para muitos imigrantes. “Eu olhei para minha mãe e me senti impotente, mas disse: ‘Vamos lutar'”, relembrou. A obra também discute a necessidade de inclusão de vozes diretamente afetadas pelas políticas migratórias nas discussões sobre imigração.
Jiménez observa que, apesar de não haver grandes protestos como em 2016, o número de pessoas engajadas em manifestações atualmente é maior. “Estamos vendo retrocessos porque tivemos avanços, e eles estão tentando empurrar tudo de volta”, comentou sobre a situação política atual.
Por fim, a autora reflete sobre o conceito de lar e pertencimento, afirmando que “nós definimos o que é ser americano, não Trump”. A obra é um convite à reflexão sobre a identidade e os desafios enfrentados pela comunidade imigrante nos Estados Unidos.
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