A praça Marechal Deodoro, localizada na Santa Cecília, em São Paulo, emergiu como um novo ponto de concentração de usuários de drogas, especialmente crack. A mudança ocorreu após a dispersão dos dependentes que ocupavam a rua dos Protestantes, na Santa Ifigênia. Nos últimos meses, a presença de usuários na praça aumentou, com a instalação de bancas que vendem produtos variados.
Essas bancas, montadas sobre caixotes ou cobertores, são conhecidas entre os usuários como “shopping cracolândia”. A prática de venda de produtos, que inclui cachaça, roupas e cachimbos, é uma estratégia para que os dependentes consigam dinheiro para adquirir drogas. Moradores da região relatam que a aglomeração chega a mais de cinquenta pessoas, embora o número seja inferior ao registrado em outros pontos da cracolândia.
A presença de traficantes na praça é notável, especialmente durante a noite. A polícia tem realizado operações para dispersar os usuários, mas a situação se restabelece rapidamente após a saída das autoridades. Um morador, que preferiu não se identificar, afirmou que a aglomeração retorna assim que a polícia se afasta. A dinâmica observada na praça Marechal Deodoro reflete um padrão de migração dos usuários para diferentes áreas do centro de São Paulo.
Historicamente, a cracolândia se deslocou por várias ruas, como as dos Gusmões e Helvétia. A nova concentração na praça Marechal Deodoro, próxima ao Minhocão e ao bairro de Higienópolis, indica uma crescente organização do fluxo de dependentes na região. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades, que buscam alternativas para lidar com o problema.
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