Verónica Acosta, residente em Villa Mercedes, Argentina, viveu uma reviravolta inesperada ao receber acidentalmente uma transferência de 510 milhões de pesos argentinos (aproximadamente R$ 2,4 milhões). O depósito ocorreu no dia 6 de maio, quando ela aguardava apenas 8.000 pesos (cerca de R$ 39) de pensão alimentícia. A situação rapidamente se transformou em um pesadelo.
Após gastar parte do montante, Verónica e alguns familiares foram detidos sob a acusação de fraude e retenção indevida. O advogado da mulher, Hernán Echeverría, informou que a fiança foi fixada em 5 milhões de pesos (cerca de R$ 24,3 mil), e que um recurso foi apresentado contestando tanto a acusação quanto o valor da fiança. Além de Verónica, outros cinco membros da família também enfrentam as mesmas acusações.
Verónica relatou que, ao verificar sua conta, ficou surpresa com o valor e decidiu fazer compras, adquirindo itens como duas televisões, uma geladeira e um carro. Ela afirmou que não sabia da origem do dinheiro, que estava identificado apenas como “dados”. A conta foi bloqueada no dia seguinte, e a mulher soube do erro através de uma ex-cunhada que a alertou sobre a situação que estava sendo noticiada.
A tesoureira provincial denunciou o erro ao banco, que conseguiu recuperar parte do valor. Verónica, no entanto, argumenta que não tinha conhecimento do engano e que utilizou o dinheiro para atender necessidades urgentes, como reformas em sua casa. A situação gerou um intenso debate sobre a responsabilidade e as consequências de um erro bancário.
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