Os planetas terrestres, como Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, se formaram pela acumulação de objetos menores. A Terra, por exemplo, atingiu 99% de sua massa final entre 60 e 100 milhões de anos após a condensação dos primeiros sólidos no Sistema Solar.
Uma pesquisa recente destaca a importância da última fase de acreção na evolução da Terra e de outros planetas. Essa fase, conhecida como acrecção tardia, pode ter influenciado as propriedades geofísicas e químicas que tornam a Terra única.
Os pesquisadores sugerem que a acrecção tardia foi crucial para moldar as características distintivas da Terra, como sua composição atmosférica e a presença de água. Além disso, as diferenças na acreção tardia entre os planetas podem explicar as variações observadas em Vênus e Marte, como tectonismo e conteúdo hídrico.
Os impactos de grandes colisões e os processos subsequentes também podem afetar a evolução de exoplanetas rochosos. Esses fatores devem ser considerados na busca por mundos semelhantes à Terra. A pesquisa foi publicada na revista *Nature* e contribui para um entendimento mais profundo da formação planetária.
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