O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta ameaças de grupos criminosos, como o Comando 4, que espionam autoridades e planejam atentados. Recentemente, a Corte solicitou ao governo Lula a criação de quarenta novos cargos no orçamento para aumentar a segurança da Polícia Judicial que protege o tribunal. Até o momento, a administração federal não se manifestou sobre o pedido.
Na semana passada, Flávio Pacheco foi preso na Esplanada dos Ministérios com uma bomba caseira. Em depoimento, ele admitiu que seu objetivo era detonar o artefato dentro do STF, e não no Ministério do Desenvolvimento Social, como inicialmente suspeitavam os investigadores. Pacheco já havia visitado o plenário da Corte em outubro de 2024, o que levanta preocupações sobre um possível atentado.
A bomba que Pacheco possuía era feita de PVC e pólvora extraída de fogos de artifício, método similar ao utilizado por Francisco Wanderley Luiz, que morreu ao tentar explodir um artefato no Supremo no ano passado. A visita de Pacheco ao tribunal ocorreu um mês antes do atentado anterior, aumentando os indícios de um planejamento coordenado.
Diante do aumento das ameaças, o STF intensificou as medidas de segurança para proteger a Corte. A situação exige uma resposta rápida do governo para garantir a segurança dos magistrados e do funcionamento do Judiciário.
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