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Israel intensifica ataques em Gaza e registra quase 70 mortos, segundo ministério

Conflito em Gaza resulta em 67 mortes em um único dia, enquanto a crise humanitária se agrava com bloqueios e escassez de alimentos.

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Tanques israelenses abriram fogo em Khan Younis, na Faixa de Gaza, nesta terça-feira, resultando na morte de 59 palestinos que buscavam ajuda humanitária. O Ministério da Saúde local informou que o ataque ocorreu enquanto milhares de pessoas se aglomeravam em busca de alimentos. As Forças Armadas de Israel (IDF) afirmaram estar cientes dos relatos de feridos e estão investigando o incidente.

Imagens nas redes sociais mostram corpos espalhados pelas ruas. Testemunhas relataram que os disparos partiram de tanques posicionados na principal estrada da cidade. “De repente, começaram a cair granadas de tanques,” disse Alaa, uma das testemunhas, que estava no Hospital Nasser, onde as vítimas se acumulavam devido à superlotação. A IDF lamentou qualquer dano a civis, mas defendeu que a área é considerada de combate.

Ataques Aéreos e Consequências

Além do ataque em Khan Younis, um bombardeio aéreo em Bureij matou mais oito pessoas e feriu outras 14. Entre os mortos estão duas irmãs, de 5 e 9 anos. Com isso, o total de vítimas fatais nesta terça-feira chega a 67. Desde o fim de maio, 397 palestinos foram mortos enquanto buscavam ajuda alimentar, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

A situação humanitária na região se agrava com o bloqueio imposto por Israel. A Fundação Humanitária de Gaza (GHF), criada para substituir a UNRWA, enfrenta críticas por sua abordagem de entrega de ajuda, que ocorre em áreas militarizadas. Desde o início das operações da GHF, mais de 300 pessoas morreram em incidentes relacionados à distribuição de alimentos.

Crise Humanitária em Gaza

A insegurança alimentar é alarmante, com 93% da população de Gaza enfrentando dificuldades. Aproximadamente 1,95 milhão de pessoas estão em risco crítico de fome. A ONU e outras organizações afirmam que a ajuda permitida é insuficiente para atender às necessidades da população.

A GHF, apoiada pelos EUA e Israel, tem sido criticada por não ser adequada para o propósito pretendido. A fundação concentra seus pontos de distribuição em áreas consideradas seguras pelo Exército, obrigando os palestinos a se deslocarem para receber ajuda, o que aumenta os riscos. “As pessoas não conseguem encontrar nada para comer ou beber,” lamentou um morador local, refletindo a gravidade da crise humanitária em Gaza.

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