A polícia de Lombok, na Indonésia, investiga a morte de Juliana Marins, uma brasileira de 26 anos, que caiu do Monte Rinjani. O acidente ocorreu em 20 de outubro, e o corpo da jovem foi encontrado quatro dias depois. A investigação busca determinar se houve negligência no resgate.
O guia que acompanhava Juliana, Ali Musthofa, prestou depoimento e nega ter abandonado a vítima. Ele afirmou que esperou por apenas três minutos antes de procurar ajuda, após perceber que Juliana não chegava ao ponto de encontro. Musthofa relatou que viu a luz de uma lanterna e ouviu a voz dela pedindo socorro, mas não conseguiu resgatá-la devido à profundidade da queda.
A polícia está ouvindo testemunhas, incluindo outros integrantes do grupo de escalada e representantes da agência de turismo. O chefe da Unidade de Investigação Criminal, I Made Dharma Yulia Putra, informou que ainda não há suspeitos definidos e que a coleta de dados é prioridade. A Embaixada do Brasil na Indonésia acompanha o caso de perto.
A família de Juliana solicitou uma nova autópsia, que será realizada no Brasil, após a primeira autópsia indonésia indicar que a causa da morte foi um trauma torácico grave. O legista indonésio afirmou que Juliana sobreviveu entre 50 minutos e 12h50 antes do resgate. A nova análise pode influenciar a apuração das autoridades brasileiras.
A situação levanta questões sobre a segurança de turistas em áreas remotas e a eficácia dos serviços de resgate. A família critica não apenas o guia, mas também a administração do parque, que, segundo eles, demorou a acionar a Defesa Civil. A investigação continua, e a polícia busca esclarecer todos os detalhes do caso.
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