A notícia aborda o programa lituano de treinamento em drones, lançado pelo governo para crianças e adultos, com foco em construção, montagem e pilotagem. A iniciativa já opera em Jonava e avança para mais seis municípios, mirando ampliar o número de centros de 9 para 15 até 2028. As aulas integram educação não formal e contam com parcerias com organizações civis e militares.
Na prática, jovens aprendem com simuladores e drones em ambientes internos, enquanto adolescentes treinam com controles e óculos de realidade virtual. O programa atende crianças a partir de oito anos e envolve atividades extraescolares no meio da semana, além de formações para adultos aos fins de semana, conduzidas pela Agência Lituana de Educação Não Formal e pela União de Fusileiros de Lituania.
O objetivo é formar até 22.000 pessoas, incluindo 7.000 crianças, até 2028, em competências relacionadas à construção e operação de drones. Segundo o diretor da Agência, o principal desafio é a disponibilidade de instrutores, o que motivou a aceleração do plano para mais centros. A iniciativa é parte de uma estratégia de defesa que acompanha o aumento de operações com drones na União Europeia.
O contexto europeu tem ganhado destaque devido a incidentes com drones, como avistamentos próximos a aeroportos e bases militares. O aeroporto de Vilnius registrou várias interrupções no último mês por drones ou balões usados em operações militares. Parlamentares pedem medidas adicionais para fortalecer a defesa antidrones, alinhadas com planos da Comissão Europeia para uma rede de proteção operacional até 2027.
As ações lituanas discutem a participação de jovens na defesa do país, apontando para transferência de habilidades para o cenário de segurança regional. Empresas do setor ressaltam a utilidade das capacidades adquiridas para apoiar fronte de combate, sempre com foco técnico e neutralidade. O projeto é financiado pelo Parlamento Europeu por meio de iniciativas de informação pública.
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