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Ainda é barreira, mas há chance de virar ponte

Certificações de inglês ganham democratização com IA e testes adaptativos, buscando reduzir desigualdade e ampliar mobilidade social no Brasil

Leonardo Reis
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O inglês ainda funciona como divisor social no Brasil, onde o acesso ao aprendizado é fortemente desigual e favorece quem investe em ensino privado. Em contraste, uma significativa parcela da população depende de escolas públicas com menos recursos, o que dificulta o domínio do idioma e a obtenção de certificações internacionais.

Um texto analisado traz a visão de Omar Chihane, diretor global do TOEFL na ETS, sobre a tendência de democratizar as avaliações de proficiência. Segundo ele, os testes estão passando por redesenhos que valorizam trajetórias de aprendizagem diversas, incluindo caminhos informais, com o apoio de inteligência artificial e tecnologias adaptativas.

Além disso, o conteúdo destaca que a certificação pode deixar de exigir apenas recursos financeiros para cursos de alto padrão. A proposta é reconhecer o conhecimento efetivo do candidato e ampliar o acesso a oportunidades globais em estudo e trabalho, reduzindo barreiras sociais associadas ao inglês.

Democratização das avaliações

As mudanças propostas visam tornar o TOEFL mais inclusivo, permitindo que pessoas com diferentes formações obtenham validação de proficiência. A ideia é que a certificação seja útil para mobilidade social, não um privilégio de quem paga pelas melhores opções de ensino.

Especialistas ressaltam que o impacto, a médio prazo, depende de como o sistema educacional brasileiro se adapta. A ênfase está em tornar o inglês mais acessível, sem perder rigor, para ampliar oportunidades para alunos e trabalhadores com menor acesso a recursos. Pesquisas citadas indicam que muitos profissionais veem o inglês como obstáculo à progressão de carreira, reforçando a necessidade de políticas mais inclusivas.

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