A Revolt Art Fair realiza a sua segunda edição nesta semana, com a apresentação de obras de mais de 50 artistas negros e criadores digitais. O evento ocorre no Ice Palace Studios, próximo ao Nada Miami, e amplia o conceito de feira ao permitir venda por QR code via app Ujamaa, explorando a economia cooperativa.
A curadoria fica a cargo de Amy Andrieux e Zindzi Harley, que buscam ir além do formato tradicional e ampliar o alcance da arte negra. A iniciativa integra a apresentação de uma instalação de LED, mantendo o compromisso da Revolt com o acesso econômico a públicos historicamente excluídos.
Contexto e formato
O tema Dual Currency: Defiance by Design orienta a programação, conectando arte, tecnologia e atuação coletiva. A plataforma de compra via QR code facilita a aquisição de peças por visitantes, além de ampliar o repertório de artistas.
A proposta inclui uma abertura para artistas locais, nacionais e internacionais, ampliando a visibilidade e a diversidade de obras, com foco na contribuição de comunidades negras no panorama artístico contemporâneo.
Destaques e programação
Entre as peças em evidência, há a escultura de parede Tecelagem intitulada Toni (2023) de Chire Regans, que faz referência a estilos de cabelo e proteção de mulheres de cor. Outra peça é You Gotta Pencil? (2024), texto têxtil assinado Lex Marie, com preço de US$ 4.500.
Fly (2025), uma colagem fotográfica impressa em denim, do designer de moda haitiano-americano Daveed Baptiste, está comercializada por US$ 8.500. A mostra reúne trabalhos que conectam tradição, moda e expressão visual contemporânea.
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