O primeiro episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) carregou chuva volumosa sobre o Sudeste na primeira semana de janeiro de 2026, atingindo Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Em apenas quatro dias, parte dessas regiões acumulou entre 100 mm e 200 mm, provocando transbordamentos, deslizamentos e alagamentos. A tendência é de queda da chuva e aumento da temperatura ao longo do fim de semana.
Volumes expressivos foram registrados entre os dias 2 e 6 de janeiro, conforme dados do INMET e do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais. Exemplos: Petrópolis (RJ) e Independência (CE) chegaram a 268 mm; Dom Cavati (MG) e Centro (MG) registraram 224 mm; Mimoso do Sul (ES) teve 211 mm.
A região que mais sofreu foi o Espírito Santo, Norte Fluminense e Norte e Leste de Minas Gerais, onde a chuva foi mais persistente. Nesta quarta-feira, 7 de janeiro, não há alerta para chuva intensa nessas áreas, apenas pancadas isoladas com menor volume.
Desfecho da ZCAS e perspectivas para o Sudeste
A passagem da ZCAS ocorre com fraco retorno de pancadas no interior dos estados. Entre o interior do Rio de Janeiro, a Grande Belo Horizonte e o sul fluminense, o sol volta a predominar, com elevação de temperatura e risco de raios em áreas de atuação de pancadas moderadas a fortes à tarde.
Em São Paulo, a previsão indica dia quente com sol entre nuvens e pancadas de chuva à tarde e à noite, com possibilidade de raios em todas as regiões, inclusive a Grande São Paulo. A atuação de alta pressão reduz as condições para chuva nos próximos dias.
O regime de tempo seco deve reignitar no fim de semana sobre o Sudeste, com períodos de chuva mais restritos ao interior caprichando menos nos estados. O litoral, porém, terá sol forte e calor acentuado, exigindo proteção adequada contra o calor, especialmente para grupos vulneráveis.
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