O Kanal-Centre Pompidou promete abrir em Bruxelas em 28 de novembro, com 10 exposições. O foco é modernismo e arte contemporânea, com obras que vêm do Centre Pompidou, em Paris, durante a primeira fase. O projeto ocupa a antiga garagem da Citroën, um ícone arquitetônico dos anos 1930, com cinco andares de galeria.
O espaço incluirá áreas dedicadas ao programa Kanal Architecture (ex-CIVA), um playground interno desenhado pelo coletivo britânico Assemble e um restaurante no terraço com funcionamento até meia-noite. O conjunto busca rivalizar centros como a Tate Modern em alcance e público.
Estrutura e programação
A abertura terá instalações novas, entre elas uma peça do artista nigeriano Otobong Nkanga. A apresentação No Show reunirá 20 artistas locais em performances e sonoridades. Também há uma mostra sobre propaganda colonial associada à Citroën, com foco em África a partir de 1925.
A exposição central, A truly immense journey, ocupará o espaço entre 28 de novembro e 10 de janeiro de 2028, reunindo mais de 350 obras do Centre Pompidou. Entre os nomes estão Kader Attia, Lygia Clark, Marcel Broodthaers e Sonia Delaunay, em três movimentos temáticos.
Origens e financiamento
O edifício Art Deco tem 40 mil m² e pertence à Região de Bruxelas-Campus desde 2015. O Kanal foi criado pela parceria entre a Região, a Kanal Foundation e o Centre Pompidou, com projeto executado por Atelier Kanal. O orçamento total de construção é estimado em 230 milhões de euros.
A gestão do canal de financiamento prevê contribuição anual de 2 milhões de euros do Centre Pompidou até 2031. A direção do Kanal ressalta que o modelo envolve avaliação futura em 2029 ou 2030 para orientar próximos passos.
Acesso e público
Boa parte das ações será gratuita, com espaços públicos como biblioteca e sala de leitura. Dez exposições serão pagas, distribuídas em 14 espaços. Há um plano de assinatura para residentes de Bruxelas nos primeiros seis meses, visando tornar o conjunto mais acessível para jovens e moradores locais.
Contexto político
A obra envolve recursos exclusivos da Região de Bruxelas-Capital, que enfrenta impasse político desde 2024. Um dos partidos coalizados indicou a necessidade de cortes de até 1 bilhão de euros em projetos públicos, o que envolve o Kanal. A equipe do Kanal afirma que o acervo e o espaço devem seguir operando conforme a decisão regional.
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