Rayane Figliuzzi, atual namorada do cantor Belo, tornou-se ré em um processo por crime contra as relações de consumo. A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público, pouco tempo depois de seu afastamento como musa da Unidos de Vila Isabel.
Afastada do posto em 8 de dezembro de 2025, a escola informou que não havia como cumprir agendas e compromissos. A decisão veio após repercussões de um episódio de racismo envolvendo a equipe de Rayane, registrado na cidade de São Paulo.
Origens do caso e desdobramentos
O episódio envolveu um jantar em 1º de dezembro de 2025, em um restaurante japonês, com Rayane, Belo e duas assessoras. Houve uma discussão entre funcionárias, com ofensa racista e derramamento de bebida, levando a Juliana Palmer a registrar ocorrência e buscar atendimento médico.
Segundo o G1, o registro foi encaminhado à Decradi-RJ, com acompanhamento da Polícia Civil de SP. Juliana afirmou ter recebido apoio de Belo, que a teria defendido; Rayane não estava à mesa no momento das ofensas, segundo conta a jornalista.
Reação institucional e impacto no Carnaval
A Vila Isabel divulgou nota pública, cobrando respeito e deixando claro repúdio a preconceitos. Capitão Guimarães, patrono, destacou que preconceito é burrice, enquanto Luiz Guimarães, presidente da escola, afirmou que a agremiação não tolera discriminação.
O caso ganhou relevância por afetar o enredo de Carnaval de 2026 da Vila Isabel, que homenageia a ancestralidade africana e o sambista Heitor dos Prazeres. A relação entre os episódios de racismo e a trajetória da escola ganhou contornos públicos.
Denúncia recebida e colocação de Rayane como ré
Após a repercussão, Rayane foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. A denúncia foi decorrente de uma operação conjunta da Decon e da Vigilância Sanitária, que interditou a clínica de estética e bronzeamento deRayane em dezembro de 2025.
A Justiça da 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá aceitou a denúncia em 8 de janeiro de 2026, tornando Rayane e uma funcionária rés no processo. O MP enquadrou o caso como crime contra as relações de consumo, com pena prevista de 2 a 5 anos de detenção e multa.
Situação atual e próximos passos
A defesa de Rayane não informou posicionamento público sobre o processo. Não houve manifestação da equipe da influenciadora até o fechamento desta edição. O andamento do caso segue sob acompanhamento da Justiça fluminense.
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