A cripta da Catedral de Berlim reabriu ao público após uma reforma de seis anos, custando €29 milhões. A intervenção visa acomodar 91 membros da dinastia Hohenzollern, antiga casa governante de Prússia, e oferecer novas instalações para visitas.
A obra, descrita pela administração da catedral como a maior desde a reconstrução pós-guerra, contou com sistemas de ventilação e ar condicionado renovados para enfrentar problemas de umidade e calor que danificavam os sarcófagos. O local também ganhou acessibilidade para cadeirantes.
Nova exposição educativa
Um espaço educativo foi criado antes das fileiras de sarcófagos, com telas interativas que fornecem informações sobre a vida dos ocupantes dos sepulros e as causas de suas mortes. Entre os exemplos está a Margravina Anna Sophie, falecida em 1659, destacada por suas ações.
A cripta, localizada na região central de Unter den Linden, permanece aberta ao público desde o fim de fevereiro. O ingresso custa €15 a partir de março, valor que substituiu a tarifa anterior de €10.
Detalhes de visita e contexto histórico
A criptografia é uma das maiores tumbas dinásticas da Europa, comparável a criptas de Capuchinhos em Viena e do Escorial em Madrid. A visita permite, além da cripta, acesso à cúpula com visão panorâmica da cidade. Em 2019, ano anterior ao fechamento para reforma, o local recebeu cerca de 765 mil visitantes.
No dia 1 de março, autoridades locais participam de uma cerimônia festiva na catedral, incluindo o prefeito de Berlim e o ministro da Cultura da Alemanha. O evento marca a reabertura de um espaço historicamente significativo para a história europeia.
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