Foi anunciada a exposição Antonio Dias: Image + Mirage, na galeria Gomide&Co. A mostra reúne obras produzidas na Itália entre 1968 e 1971, trazidas pela primeira vez ao Brasil a partir da coleção de Gió Marconi. A curadoria é de Gustavo Motta, com expozografia de Deyson Gilbert.
A mostra fica em cartaz até o dia 21. O conjunto expográfico incorpora um contêiner italiano usado para transportar as obras, que é exibido como elemento da montagem. As peças destacam a transformação da linguagem visual do artista durante aquele período.
Antonio Dias nasceu em 1944, em Campina Grande, na Paraíba. Transferiu-se para o Rio de Janeiro ainda jovem e integrou a Nova Figuração, movimento que respondeu ao contexto político do país na década de 1960. Em 1965, ganhou reconhecimento na Bienal de Jovens Pintores, em Paris.
Em Milão, Dias rompeu com a figuração e passou a explorar a arte povera, investigando limites da pintura. O crítico Tommaso Trini descreveu a mudança como uma transição que ampliou o papel do código de signos na obra. Termos como Anywhere is my land aparecem como enigmas visuais isolados.
Ao longo da carreira, o artista participou de importantes bienais e teve obras em museus de renome mundial. Nos anos 80, Dias retornou à cor e à materialidade, mantendo uma trajetória marcada pela reinvenção constante. A exposição acompanha o lançamento do livro Image/Mirage, organizado por Motta em parceria com Gomide&Co e Sprovieri.
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