O governo federal prepara para esta quarta-feira um pacote de medidas para tentar conter a ameaça de greve dos caminhoneiros, que voltou a ganhar força após a alta do diesel nas últimas semanas.
Segundo a CNN Brasil, o Planalto discute uma redução temporária do ICMS sobre o combustível no Confaz e também avalia compensar os estados pelas perdas de arrecadação.
A pressão aumentou porque a insatisfação da categoria não ficou restrita aos autônomos. Reportagem da Reuters, reproduzida pelo InfoMoney, mostra que a mobilização já envolve caminhoneiros de diferentes setores e também empresas transportadoras, todas afetadas pela alta do diesel.
O reajuste de R$ 0,38 por litro anunciado pela Petrobras agravou esse cenário e, para parte da categoria, anulou o alívio prometido antes pelo governo.
O que o governo deve anunciar
A frente principal do governo é o preço do combustível. De acordo com a CNN, o debate desta quarta-feira no Confaz deve se concentrar na redução temporária do ICMS sobre o diesel, com uma proposta federal de compensação aos estados para tornar a medida viável.
Ao mesmo tempo, outra linha de ação mira o frete. Segundo reportagem baseada em informações da Reuters, o governo também deve anunciar um endurecimento na fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete, tema sensível para a categoria e que costuma voltar ao centro da discussão sempre que o diesel sobe.
Em termos práticos, o Planalto tenta atacar os dois pontos que mais pesam na revolta dos caminhoneiros: o custo para rodar e a remuneração recebida pelas viagens.
A estratégia é simples de entender: reduzir a pressão sobre o diesel e mostrar que o governo vai cobrar mais respeito à tabela mínima do frete. Essa leitura decorre das medidas relatadas pela CNN e pela Reuters.
Por que a ameaça de greve voltou
A categoria já vinha alertando o governo sobre risco de paralisação. A CNN informou que caminhoneiros denunciaram reajustes entre R$ 0,20 e R$ 0,60 por litro em postos de regiões do Centro-Oeste e relataram até dificuldade de abastecimento em algumas localidades.
Além disso, lideranças do setor passaram a defender uma paralisação nacional ainda nesta semana. A Reuters relatou que entidades buscam adesão imediata, enquanto outros veículos apontaram que a mobilização cresceu depois de assembleias e articulações regionais entre autônomos, cooperativas e transportadoras.
O pano de fundo é o mesmo de outras crises do setor: quando o diesel sobe rápido e o frete não acompanha, a conta aperta. Por isso, o governo tenta agir antes que a ameaça se transforme em paralisação real.
Hoje, o centro da disputa não é só o preço nas bombas, mas também a percepção de que o custo do transporte saiu do controle e pode contaminar abastecimento, inflação e mercado.
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