Nicole Naque Menezes, de 20 anos, descobriu a gravidez ao morar em Fernando de Noronha, ilha de Pernambuco. Com sete meses, precisou viajar ao continente para dar à luz, devido à ausência de maternidade na ilha.
Ela se mudou para Noronha em 2023 com o parceiro Davi, com quem abriu uma agência de turismo. Em 2025 voltou ao continente para as festas de fim de ano e descobriu a gestação apenas após um teste de farmácia.
Na reta final, a gestação exige saída do arquipélago: o pré-natal ocorre na ilha até o sétimo mês, com visitas mensais a enfermeiras e médicos. O ultrassom só acontece quando o médico visita o local, cerca de uma vez por mês.
A partir da 28ª semana, as gestantes costumam ser encaminhadas ao continente, principalmente a Recife. O governo de Pernambuco cobre passagem, hospedagem e suporte logístico para parto seguro, segundo a SES-PE.
Nicole, que está com 16 semanas de gestação, aguarda o nascimento da filha Analua, previsto para 3 de setembro. Ela planeja retornar à ilha após as primeiras vacinas e o teste do pezinho.
Não há lei que impeça o nascimento em Noronha, mas não há maternidade ativa desde 2004. O Hospital São Lucas não dispõe de UTI obstétrica, o que motiva o deslocamento para o continente no final da gestação.
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