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Ministro classifica chikungunya em Dourados como situação crítica

Ministro Eloy Terena classifica situação de chikungunya em Dourados como crítica, com emergência e maior impacto nas comunidades indígenas

Dourados (MS), 30/03/2026 - O Governo de Mato Grosso do Sul intensifica, por intermédio da SES (Secretaria de Estado de Saúde) o enfrentamento às Arboviroses, com chikungunya, dengue e Zika, com ações integradas nas áreas de assistência, vigilância, diagnóstico, controle vetorial e articulação institucional.
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O novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou de crítico o quadro de chikungunya em Dourados,-MS. O município decretou situação de emergência diante do aumento de casos e da gravidade observada na região. Terena visitou a cidade nesta sexta-feira (3) para acompanhar a resposta das autoridades.

Segundo dados do governo de Mato Grosso do Sul, de janeiro até início de abril foram confirmados 1.764 casos no estado, com 37 gestantes entre as ocorrências. Em Dourados, 759 registros são de casos prováveis, o que representa o maior volume entre os municípios sul-mato-grossenses.

A doença atinge principalmente as comunidades indígenas da região, com cinco dos sete óbitos no estado ocorridos na Reserva Indígena de Dourados. Dois bebês faleceram entre as vítimas da reserva, ampliando a preocupação com o impacto da chikungunya nesses grupos.

O governo federal reconheceu a emergência da cidade em 30 de março, após decreto municipal de 27 de março. Medidas federais incluem reforço no combate ao mosquito Aedes aegypti, melhoria no atendimento a pacientes e ações de vigilância. A situação permaneceu em monitoramento pelas autoridades de saúde.

Para ampliar a resposta, agentes da Força Nacional do SUS foram destacados para integrar a força-tarefa já formada pela Sesai e pela Sesab. Além disso, o governo destinou aproximadamente R$ 3,1 milhões para Dourados, com recursos destinados a assistência à população, obras de limpeza urbana e vigilância sanitária.

Terena informou que os recursos já estão nas contas estaduais e municipais para contratação emergencial de bens e serviços. Daniel Ramos, representante do Ministério da Saúde, destacou a contratação provisória de 50 agentes de combate a endemias, com apoio de 40 militares do Ministério da Defesa.

Juliana Lima, da Força Nacional do SUS, ressaltou o dinamismo do cenário epidemiológico na reserva Bororó e Jaguapiru. O monitoramento diário segue sendo feito para orientar a prioridade de atendimentos aos casos agudos nas aldeias.

Entre as ações, o ministro enfatizou a necessidade de melhorar a coleta de lixo nas comunidades indígenas, além da área urbana. A ideia é reduzir criadouros do Aedes e chegar a intervenções estruturais nas pautas sanitárias das aldeias, com articulação entre prefeitura e governos estadual e federal.

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