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PF aponta MC Ryan como líder de organização criminosa que movimentou R$ 260 bi

PF aponta MC Ryan SP como líder de organização criminosa que movimentou cerca de R$ 260 bilhões; operação Narco Fluxo resulta em prisões, bloqueios e apreensão de ativos

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O Ministério da Polícia Federal informou que Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, é apontado como líder da organização criminosa responsável por movimentar cerca de R$ 260 bilhões. O cantor foi preso nesta quarta-feira, durante a Operação Narco Fluxo, voltada à lavagem de dinheiro. A ação aconteceu no território nacional, com medidas realizadas em diversos estados.

Segundo a PF, o artista seria o principal beneficiário econômico da estrutura e teria utilizado empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para mesclar receitas legais com recursos originários de apostas ilegais e rifas digitais. Entre as empresas citadas estão MC Ryan SP Produção Artística Ltda e Ryan SP – Holding Patrimonial Ltda.

A investigação indica que Ryan utilizou mecanismos de blindagem patrimonial, transferindo participações societárias para familiares e terceiros, os chamados laranjas, com o objetivo de distanciar o capital da pessoa física do cantor. Valores movimentados seriam convertidos em imóveis de luxo, carros de alto padrão e joias.

Principais operadores e envolvimento da mídia

O principal operador do grupo é identificado como Rodrigo Morgado, que se autodenomina contador e foi preso na mesma operação Narco Bet, que prendeu o influenciador Buzeira. Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, também é citado como grande operador de mídia do esquema, recebendo para divulgar conteúdos e promover plataformas de apostas e rifas.

A PF aponta que o esquema se sustentava sob um “escudo de conformidade” criado pela projeção artística e pelo alto engajamento dos envolvidos, o que ajudaria a naturalizar as movimentações financeiras e mascarar recursos ilícitos como receitas do setor artístico.

Moldes do esquema e abrangência

A investigação aponta três eixos para ocultar a origem do dinheiro: pulverização de ativos, dissimulação com criptoativos e interposição de terceiros, incluindo uso de laranjas. A operação envolve ainda indícios de conexão com o PCC, com Frank Magrini apontado como operador financeiro e possível financiador do início da carreira de Ryan.

Ao todo, 33 de 39 mandados de prisão temporária foram cumpridos, além de 45 de busca e apreensão em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Também houve bloqueio patrimonial e sequestro de bens, com apreensão de veículos de luxo e estimativa de cerca de R$ 20 milhões em valores apreendidos.

Defesas e posicionamentos

A defesa de MC Ryan SP afirmou ainda não ter acesso ao procedimento sigiloso e reforçou a necessidade de esclarecer os fatos, mantendo a expectativa de que a verdade será demonstrada. A defesa de Raphael Sousa Oliveira afirmou que os serviços prestados pela Choquei foram de publicidade de fato lícita, sem participação em esquema criminoso.

A defesa de Rodrigo Morgado destacou atuação técnica como contador, assegurando que as movimentações financeiras seriam lícitas e que a documentação pertinente será apresentada ao juiz oportunamente. A defesa reiterou a inocência e a confiança na verificação legal dos fatos.

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