Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, foi preso em Goiânia na quarta-feira, 15 de abril, durante a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação mira uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e ligação com facções. A operação envolve ainda artistas e influenciadores ligados ao meio digital.
Segundo levantamento da Nexus, a prisão gerou grande reação nas redes, com cerca de 2,8 milhões de interações entre curtidas, comentários e compartilhamentos. O estudo acompanha o período em que o tema ficou entre os assuntos mais comentados nas plataformas X, Instagram e Facebook.
A investigação aponta que o grupo movimentou valores extremamente elevados e usava artistas para mascarar operações financeiras. O objetivo seria lavar 1,6 bilhão de reais derivados do tráfico de drogas e de apostas ilegais, com possível extensão de movimentação total acima de 260 bilhões de reais.
Prisão e desdobramentos
Além de Raphael, foram detidos MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, bem como Chrys Dias e Débora Paixão, conhecidos como Casal Imports. A Nexus aponta que o termo Choquei ficou entre os mais comentados no dia da prisão.
A PF também realizou 39 mandados de prisão temporária, 45 de busca e apreensão em nove estados e no Distrito Federal. Foram apreendidos computadores, dispositivos eletrônicos e cerca de 20 milhões de reais em veículos de luxo, além de medidas para bloqueio de criptomoedas.
O TRF3 informou que, até o momento, já foram realizadas mais de 30 audiências de custódia e que as prisões, em sua maioria, foram mantidas. A defesa de Raphael sustenta que ele atuava apenas na publicidade digital e que não participou de atividades ilícitas.
Sistema de operação e posicionamentos
A Justiça aponta que o grupo utilizava um “escudo de conformidade” para dar aparência legal às movimentações, com empresas e influenciadores ajudando a ocultar a origem dos recursos. A investigação cita ligações com o PCC e aponta Frank Magrini como elo financeiro principal, com histórico criminal anterior.
Entre os investigados, Raphael figura como operador de mídia responsável pela promoção de plataformas de apostas e pela gestão de imagem de terceiros. MC Ryan SP é apontado como líder do esquema, com uso de empresas de entretenimento para blindagem de patrimônio.
Defesas informam que cada investigado mantém atuação dentro da legalidade, e que as informações sobre o andamento do processo seguem sob sigilo. Os documentos e depoimentos serão apresentados ao juízo ao longo do curso processual.
O conjunto de informações aponta para uma estrutura complexa com remessas internacionais e uso de mecanismos de blindagem patrimonial. A investigação continua para esclarecer a participação de cada investigado e a origem dos recursos.
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