Um homem foi preso em flagrante no Rio de Janeiro sob suspeita de cobrar R$ 10 mil de uma turista britânica por um churrasquinho na Praia de Copacabana, na zona sul, na segunda-feira (13). O suspeito confessou o crime em depoimento, segundo a Polícia Civil. Ele será acusado de estelionato qualificado pelo uso de dispositivo eletrônico.
Após a detenção, o suspeito passou por audiência de custódia na quarta-feira (15) e ganhou liberdade provisória. A Justiça levou em conta que ele é primário e que não houve violência ou grave ameaça no caso.
De acordo com a Deat, o suspeito se apresentou como ambulante e ofereceu o alimento por R$ 100. Na hora do pagamento, com a ajuda de um comparsa, utilizou uma máquina de cartão para registrar cobrança de R$ 10 mil.
Detalhes do procedimento e atuação do grupo
O Ministério Público pediu a conversão da prisão em preventiva, mas o pedido foi negado. A defesa pediu relaxamento da prisão ou liberdade provisória. A identidade do advogado não foi divulgada.
Como medidas cautelares, a Justiça determinou que o investigado compareça mensalmente em juízo, não se ausente da comarca por mais de dez dias sem autorização e mantenha o endereço atualizado.
Contexto da investigação e ações da polícia
A prisão ocorreu na altura do posto 5 de Copacabana, área turística de grande movimento. Policiais civis acompanhavam o grupo após relatos de golpes semelhantes na orla da zona sul.
A investigação aponta que o suspeito integra um esquema estruturado de estelionatos contra estrangeiros, atuando principalmente em Copacabana, Ipanema e Arpoador. Um comparsa já identificado é procurado.
Operações e orientações às vítimas
A Deat informou que o grupo aborda turistas oferecendo produtos por valores acima do usual e utiliza maquininhas adulteradas para inflar cobranças. Em alguns casos, distrai a vítima ou faz a pessoa digitar a senha sem conferir o valor mostrado.
A polícia quer identificar mais vítimas de diferentes nacionalidades e apurar a movimentação financeira dos golpes. A Delegacia de Apoio ao Turismo orienta turistas a conferir o valor antes de inserir a senha e a comunicar casos suspeitos às autoridades.
Entre na conversa da comunidade