O Judiciário de São Paulo realizou um mutirão de emissão de registros civis e atendimento à população em situação de rua na região central da cidade, entre os dias 13 e 17 de abril. A ação reuniu serviços de cidadania, saúde, assistência social e orientação jurídica, com foco na inclusão de quem está vulnerável.
Cerca de 5 mil pessoas foram atendidas, abrangendo emissão de documentos, regularização eleitoral, Cadastro Único, cursos, consultas médicas e refeições. O polo central contou com a participação do TJ/SP, da Corregedoria-Geral da Justiça e do TRF da 3ª região, em parceria com mais de 30 instituições públicas e organizações da sociedade civil.
O que houve e quem participou
Durante o mutirão, indivíduos puderam solicitar certidões de nascimento e casamento, além de emitir documentos como CIN, CPF e carteira de trabalho digital. O objetivo foi facilitar o acesso a serviços e políticas públicas. Participaram ainda o Ministério Público e entidades de suporte social, com apoio de voluntários.
No evento, foram oferecidos atendimentos previdenciários, trabalhistas e criminais, bem como orientações sobre benefícios como FGTS, PIS/Pasep e seguro-desemprego. A ação também incluiu serviços de saúde, alimentação e higiene, além de cuidados com animais de estimação.
Impactos e relatos
A iniciativa ganhou destaque pela integração entre órgãos e pela redução de filas para quem não possui documentação em mãos. A Corregedoria-Geral da Justiça e a presidência do TJ/SP destacaram o papel social do projeto, que busca reinserir pessoas em situação de rua no convívio comunitário e no acesso a direitos básicos.
Entre os desdobramentos, houve continuidade de atendimento ao longo da semana para quem iniciou processos, com retorno garantido para retirada de documentos. O mutirão também envolveu orientações sobre denúncias e mecanismos de proteção, com ações voltadas à violência doméstica.
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