Elon Musk moveu uma ação contra a OpenAI, criadora do ChatGPT, e parte de sua diretoria, incluindo o CEO Sam Altman. O processo, que depende de decisões de um júri, chegará a julgamento nesta segunda-feira para definir se houve violação de boa-fé e enriquecimento sem causa relacionados às mudanças na estrutura da empresa.
Musk alega que a transição da OpenAI de organização sem fins lucrativos para uma entidade com fins lucrativos e, depois, para uma utilidade pública, violou a missão original. Segundo ele, a empresa lucrou indevidamente com suas contribuições iniciais e com a participação de parceiros como a Microsoft, que teriam concorrido para desvirar o objetivo público da OpenAI.
Contexto do processo
A OpenAI passou de organização sem fins lucrativos para uma subsidiária com fins lucrativos em 2019, evoluindo para uma corporação de utilidade pública em 2025, com aprovação de autoridades estaduais. Musk acionou a Justiça, buscando a restauração do modelo sem fins lucrativos, a destituição de Altman e Brockman, e indenização de mais de US$ 130 bilhões.
Quem está envolvido e quando
Entre as testemunhas previstas estão Musk, Altman, Greg Brockman e executivos da Microsoft, além de ex-colaboradores da OpenAI. O caso envolve centenas de páginas de documentos, mensagens e e-mails apresentados como prova. Espera-se que o júri inicie as deliberações até 12 de maio.
O que está em jogo e perspectivas
Analistas apontam que o veredito pode impactar a estratégia de financiamento e a posição de IPO da OpenAI, bem como o papel da xAI de Musk no setor de IA. A decisão final ficará a cargo da juíza Yvonne Gonzalez Rogers, que poderá estabelecer as medidas cabíveis com base no veredito consultivo do júri.
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