Os casarões históricos vizinhos ao Caveirão, no centro de São Paulo, permanecem isolados durante a demolição do prédio inacabado. Tapumes foram instalados nos imóveis contíguos para evitar desmoronamento enquanto o Caveirão é derrubado, com prazo previsto até novembro. A medida atende ao Conpresp, que pediu preservação do patrimônio durante a obra.
Um relatório de perito contratado pela empresa responsável pela demolição aponta risco elevado e conservação precária dos dois casarões. Defeitos internos, fissuras em paredes e reboco solto nas fachadas são citados como fatores que exigem proteção adicional. O documento recomenda telas de proteção e escoramento emergencial no Caveirão.
Situação dos imóveis vizinhos
Os imóveis, que funcionavam como cortiços e tinham atividades comerciais em um deles, estão apoiados na estrutura do edifício a ser demolido. A separação do Caveirão deve ocorrer apenas após a remoção dos pavimentos superiores. Não havia, até o início da demolição, telas de proteção nos dois prédios vizinhos.
Contexto legal e patrimonial
O Caveirão é alvo de multa de ~R$ 2,4 milhões. A demolição segue decisão judicial que determina cumprimento da retirada, com ressarcimento de contrato de demolição de cerca de R$ 6 milhões, já bloqueado pela Justiça. O proprietário do Caveirão acumula débitos de IPTU na Dívida Ativa, estimados em milhões.
Propriedade e localização
O imóvel 81 é tombado desde 2007, ao lado de outros imóveis históricos do centro velho. O 107 foi tombado temporariamente desde 2021, com estudo de reconhecimento em andamento. Ambos estão entre as construções mais antigas da Rua do Carmo, cercadas por igrejas históricas de importância cultural.
Perspectivas
A demolição é manual, com uso de britadeiras e cortadores de metal a oxigênio, em etapas por andar ao longo de 23 pavimentos. O planejamento prevê derrubada das lajes, depois vigas, paredes e pilares, preservando estruturas vizinhas conforme orientação do Conpresp.
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