Foi no início da infância de João Victor Brandão, hoje com 21 anos, que a família enfrentou uma situação marcada pela coceira intensa, febre alta e lesões na pele. O filho de Renata Brandão de Faria, 49 anos, residente no Rio de Janeiro, começou a apresentar coceira nas pernas, braços e região da fralda, o que levou à busca por atendimento médico.
A partir do quadro inicial, as lesões se espalharam e a criança ficou com a pele sensível, com bolhas que se romperam. Na sequência, houve piora nos olhos e na troca de estímulos; ele já não reagia aos chamados. A família procurou outra unidade de saúde diante do agravamento.
A equipe médica avaliou o caso e suspeitou de uma síndrome rara, a Stevens-Johnson, o que levou à internação na UTI Pediátrica. As lesões evoluíram rapidamente, com feridas na mucosa bucal que dificultavam a alimentação e aumentaram a necessidade de monitoramento intenso.
Entenda a síndrome de Stevens-Johnson
A síndrome de Stevens-Johnson é uma reação grave, muitas vezes associada a medicamentos. No caso, a suspeita era de reação a remédios usados semanas antes para tratar uma infecção na garganta, como dipirona e amoxicilina, que foram suspensos. O tratamento foi de suporte, com controle de dor, hidratação e prevenção de infecções, em ambiente de UTI pediátrica.
Com o tempo, houve melhora gradual das lesões e da alimentação. A alta hospitalar ocorreu após sinais de recuperação, seguida de acompanhamento médico por anos. A mãe passou a ter maior cuidado com medicamentos e substâncias que possam desencadear reações adversas.
Renata descreveu que, após o susto, passou a ler bulas com atenção e adotou medidas para evitar reações futuras. Hoje, João Victor realiza atividades normais, cursa a indústria de produção e mantém controle médico periódico para acompanhar o quadro de saúde.
Entre na conversa da comunidade