A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira uma operação para desarticular uma organização criminosa armada investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Samambaia e Ceilândia. Cerca de 200 policiais cumpriram 39 mandados, sendo 14 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão. A ação visou frear a atuação da organização na região.
A investigação, conduzida pela 26ª Delegacia, aponta que o grupo atuava principalmente na QR 421 e possuía estrutura sofisticada para manter o tráfico e dificultar a atuação policial. O conjunto criminoso ainda buscava ampliar o domínio territorial na área.
Além da venda de entorpecentes como crack, cocaína, lança-perfume, haxixe e maconha, a organização utilizava comércios de fachada para ocultar drogas e lavar dinheiro proveniente do tráfico.
Delivery de drogas
As apurações indicam que o grupo divulgava cardápios de drogas por redes sociais e aplicativos de mensagens, realizando entregas no sistema delivery. Em alguns casos, entorpecentes eram escondidos em embalagens de delivery do McDonald’s.
Pagamentos eram efetuados por PIX para contas de terceiros, usados como laranjas para dificultar o rastreamento financeiro.
Violência e possíveis vínculos
Mesmo buscando uma imagem de proximidade com a comunidade, a investigação relaciona o grupo a violência, com relatos de integrantes ostentando armas de grosso calibre e investigações sobre casos ligados ao “tribunal do tráfico”.
Durante as apurações, um investigado foi encontrado morto no Lago Paranoá, em fevereiro deste ano; as circunstâncias seguem sob apuração.
A PCDF também investiga possível ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), facção do Rio de Janeiro, com símbolos da facção detectados em imóveis ligados aos investigados.
Os envolvidos podem responder por tráfico de drogas, organização criminosa armada e lavagem de capitais, com penas que, somadas, podem superar 35 anos de prisão.
Entre na conversa da comunidade