Sônia Moura vive há quase 16 anos em estado de luto pela filha Eliza Samudio, assassinada em 2010. A mãe afirma que o segredo de muitos anos foi não ter tido velório nem sepultamento. O corpo de Eliza nunca foi localizado.
A ausência de um corpo e de um fechamento emocional agrava a dor. Sônia diz que o luto se mantém constante e cotidiano, com o quarto onde guarda lembranças funcionando como o “túmulo” da filha.
O caso remonta a 4 de junho de 2010, quando Eliza desapareceu durante uma disputa judicial para reconhecimento de paternidade do filho, Bruninho, hoje com 16 anos. A polícia apontou a participação de Bruno Fernandes das Dores de Souza, o goleiro Bruno, no crime.
Bruno foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. O corpo de Eliza não foi encontrado, gerando uma busca por provas e evidências ao longo dos anos.
Nesta quinta-feira, o ex-jogador foi novamente preso, após ficar cerca de dois meses foragido. A Justiça havia revogado a liberdade condicional por não cumprimento de uma viagem não autorizada ao Acre. Ele chegou a atuar em um clube local durante o período de contrato.
Para Sônia Moura, a prisão representa um alívio, ainda que o episódio seja lamentável. A mãe ressalta que o desfecho poderia ter ocorrido de outra forma e que a entrega espontânea de Bruno seria ideal para a Justiça.
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