A Estrada de Theth, com 40 km de curvas estreitas pelos Alpes Albaneses, passou a ser o trajeto mais cênico da Albânia após receber pavimento. O caminho liga Shkodër a Theth e facilita o acesso a um vale preservado e repleto de belezas naturais, aberto ao turismo de forma mais ampla.
Antes de 2021, o trajeto era uma trilha de cascalho de difícil passagem, acessível apenas por veículos 4×4. A obra levou o asfaltamento por encostas íngremes, incluindo o Passe de Thore, a 1.630 metros de altitude, com muros de contenção nas curvas.
A modernização viária trouxe benefício para os moradores, facilitando o transporte de suprimentos e o turismo de base comunitária. O Ministério de Turismo e Meio Ambiente da Albânia monitora o impacto, buscando equilibrar visitantes e preservação do Parque Nacional.
Logística de acesso e operação viária
Mesmo com o asfalto, a estrada permanece com pista simples em muitos trechos, expondo motoristas a abismos e à ausência de guard rails contínuos. Dirigir exige manobras cuidadosas ao enfrentar caminhos opostos nas montanhas.
Antes do asfaltamento, o tempo de travessia chegava a até 4 horas em terreno severo; hoje varia entre 1,5 e 2 horas. Acessibilidade também evoluiu, passando de jipes e guias locais para veículos de passeio comuns.
Região e atrativos
Theth fica dentro do Parque Nacional Theth, no norte da Albânia, a 1.630 metros no Thore Pass. A vila privilegia acomodações em guesthouses familiares e mantém a arquitetura de pedra e madeira, preservando a rusticidade que atrai visitantes europeus.
Entre as atrações locais estão a Blue Eye, uma nascente de água cristalina, a Cachoeira de Grunas e a Igreja de Theth, marco histórico da vila. A região destaca-se pela geografia de rocha calcária, florestas densas e rios glaciais.
Impacto para ecoturismo e comunidade
A via facilita o trekking e a travessia a pé entre Theth e o vale de Valbona, impulsionando o ecoturismo e a microeconomia local. Moradores investem na hospitalidade familiar, oferecendo refeições tradicionais e atraindo visitantes com menor dependência de grandes redes hoteleiras.
Para quem planeja a visita, o trajeto é apresentado como uma porta de entrada a um dos segredos bem guardados dos Bálcãs, preservando ao mesmo tempo acessibilidade e conservação ambiental.
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