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Políticas de educação para formar espectadores de cinema são necessárias

França amplia o acesso de quase dois milhões de estudantes ao cinema com letramento midiático, enquanto Brasil avalia políticas equivalentes

Imagem do filme 'Los Silencios'
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A França ampliou a exposição de cinema nas escolas por meio de um programa público que resulta em acesso gratuito ou social a filmes. Em 2024, o filme brasileiro Los Silencios ganhou espaço nas salas francesas, como parte de uma iniciativa educativa. O objetivo é formar espectadores e incentivar letramento midiático.

O programa francês é gerido pelo Ministério da Educação, o Ministério da Cultura e o CNC, órgão de cinema nacional. Ele garante que alunos de todas as etapas escolares assistam a pelo menos três filmes por ano, incluindo uma obra internacional. Los Silencios integra a seleção deste ano.

O que mudou na prática

Segundo relatos, quase 2 milhões de estudantes franceses terão ingressos a preço social para sessões de cinema. Cada ingresso custa cerca de três euros por aluno, coberto por um passe cultural anual de 200 euros. A programação é acompanhada por material pedagógico para sala de aula.

Impacto e propostas para o Brasil

Especialistas ressaltam a importância do letramento midiático como resposta a desinformação e manipulação de imagens. Sugestões incluem criar cadernos didáticos sobre cinema para editoras, com exercícios de crítica e linguagem audiovisual acessíveis a diferentes séries.

Caminhos institucionais

Outra proposta envolva a Ancine apoiando a construção de salas de cinema em universidades, ampliando o acesso de estudantes a obras nacionais e internacionais. A ideia é atender milhões de estudantes de ensino fundamental, médio e superior com oportunidades de cinema educativo.

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