Luiza Gottschalk abre nova mostra na galeria Slag&RX, em Chelsea, Nova Iorque, durante a semana Frieze. A exposição coloca a luz solar como elemento central na leitura das obras, que exploram clareiras luminosas em meio a uma floresta pictórica.
A pintora brasileira utiliza adesivação dourada ao longo do espaço, criando uma rota que incorpora reflexos do entorno. A ideia é que o sol entre pela visão dos quadros e pela moldura da galeria, gerando um halo sobre as pinturas.
A série apresentada mescla tinta sobre tecido com camadas sobrepostas, arrancadas para expor cicatrizes. O efeito é de arquitetura de luz, moldando o espaço de forma que a claridade atravessa a escuridão da vegetação fictícia.
Gottschalk é reconhecida pela relação entre luminosidade e drama. Formada em atuação, a artista trabalhou como cenógrafa para o grupo Satyros, o que influencia na leitura cênica de suas pinturas.
Segundo a artista, a madeira, o verde da mata e o brilho do sol estão em contínua negociação nas telas. Ela descreve as obras como claridades que emergem do breu, como se fossem fotogramas em movimento.
A mostra traz peças que remetem a uma mata atlântica reimaginada. Trechos de cor vibrante contrastam com tons neutros, criando uma experiência sensorial de presença e passagem de luz.
Entre na conversa da comunidade