O Instituto de Física da USP (IFUSP) enviou um comunicado aos alunos reiterando que quem estiver em greve pode perder o semestre, caso não retorne às aulas na segunda-feira, 25. Para os calouros, a continuidade da paralisação pode levar ao cancelamento das matrículas. A mensagem foi divulgada via canal oficial do instituto.
Ao completar cinco semanas de greve, o IFUSP afirmou que a continuidade da paralisação sem sinalização de retorno comprometerá o calendário letivo e pode resultar na perda do semestre. Calouros seriam desligados, perdendo o vínculo com a universidade.
O Centro Acadêmico Cefisma contestou o tom da comunicação, classificando-o como alarmista, e informou que há negociação em curso com o Conselho de Graduação. A instituição não divulgou novo posicionamento oficial até o momento.
Estudantes da USP que aderem ao movimento ocuparam o prédio da Reitoria entre 9 e 10 de maio, sendo removidos pela Polícia Militar na madrugada de 10 de maio. A reitoria criou uma comissão de moderação para mediar o conflito.
A nota do IFUSP enfatiza a importância da retomada das atividades e a abertura de salas de aula e auditórios para o retorno na segunda-feira, 25. Ainda ressalta a autonomia docente para conduzir as disciplinas durante o contexto de greve.
O Cefisma informou que uma sessão do Conselho de Graduação para aprovar o calendário de 2027 foi adiada para tratar do semestre atual. Uma nova reunião de negociação está marcada para segunda-feira, 25, com participação da reitoria e da representação estudantil.
Entre as reivindicações, os estudantes cobram reajuste do PAPFE, atualmente de 912 reais, para equiparar-se ao salário mínimo paulista de 1.804 reais. Também apontam falhas em políticas de permanência estudantil e críticas a restaurantes universitários.
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