O julgamento do Dr. Jairinho e de Monique Medeiros recomeça nesta segunda-feira, às 9h, no II Tribunal do Júri da cidade do Rio de Janeiro. Eles são acusados pela morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021 no apartamento da Barra da Tijuca. A sessão ocorre após quase cinco anos do episódio, que ganhou grande repercussão nacional.
A defesa e a acusação devem apresentar suas teses, com oitivas de testemunhas e debates sobre provas. O caso envolve homicídio qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual, segundo a acusação. A família do menino acompanha o desfecho com expectativa.
Detalhes do caso e etapas do júri
Henry chegou sem vida ao hospital na madrugada de 8 de março de 2021, segundo as investigações. A versão inicial de acidente doméstico foi descartada pelo laudo do IML, que apontou 23 lesões no corpo da criança. A causa da morte foi hemorragia interna e lesões no fígado.
De acordo com o inquérito, Henry era submetido a agressões e torturas praticadas por Jairinho. Monique Medeiros teria conhecimento das violências, conforme apuração, e foi alertada pela babá sobre a situação antes do óbito.
Persistência das prisões e contexto legal
Jairinho permanece preso preventivamente desde abril de 2021, com sucessivos recursos negados. Monique teve habeas corpus negado e permanece presa desde março de 2025, após decisão do tribunal competente.
O caso resultou na Lei Henry Borel, sancionada em 2022, que tornou crimes contra menores de 14 anos mais severos, incluindo medidas protetivas para vítimas de violência doméstica. O júri popular envolve sete jurados, que proferem a decisão com base nas provas apresentadas.
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