Margaret Sanger abriu nos EUA a primeira clínica de controle de natalidade em 1916, em Nova York, em meio a leis cruéis contra contracepção. A iniciativa visava informar mulheres, principalmente imigrantes, sobre planejamento familiar.
A clínica foi rapidamente invadida e Sanger foi presa. Ela reabriu dias depois e voltou a ser presa em 1917. O caso ganhou grande repercussão nos tribunais e na imprensa da época.
Seu legado mudou o planejamento familiar mundial, com a pílula anticoncepcional passando a ser amplamente utilizada décadas depois. Sanger morreu em 1966, quando o método já era comum em diversos países.
Legado e controvérsias
Autora de uma história ambígua, Sanger ficou associada a ideias eugênicas por vínculos com movimentos da época. Pesquisadores ressaltam que seu projeto incluiu ações em contextos de pobreza e desigualdade.
Historiadores destacam que o mérito está conectado ao avanço da liberdade de escolha das mulheres, ao lado de críticas sobre abordagens e parcerias com setores ligadas à eugenia.
Ao longo das décadas, a pílula tornou-se símbolo central de planejamento familiar, ao lado de outras formas de contracepção. Em várias regiões, milhões de mulheres passaram a ter controle sobre sua reprodução.
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