O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira a lei que cria a Universidade dos Povos Indígenas (Unind). O projeto prevê inauguração em Brasília no próximo junho e oferta 10 cursos de graduação voltados a indígenas. A ideia é alinhar saberes acadêmicos a saberes tradicionais.
A cerimônia contou com a presença de Lula e da ex-ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara. A Unind busca reconhecer ciência indígena e conhecimentos sobre ecossistemas, biodiversidade e Cura tradicional como parte da formação superior.
Envolvidos e objetivos
Eloy Terena, atual ministro dos Povos Indígenas, reforçou que a universidade, embora tenha origem ocidental, será “aldeada” por comunidades indígenas, orientando políticas públicas e a defesa de direitos. A iniciativa visa ampliar o acesso a educação superior entre povos tradicionais.
A implantação da Unind envolve esforços para integrar práticas acadêmicas com saberes das aldeias, promovendo inclusão e respeito à diversidade epistemológica. O objetivo é proporcionar formação superior compatível com a realidade indígena e o avanço das políticas públicas.
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