O que acontece quando um galho ou uma árvore cai sobre telhado ou veículo no Brasil? A resposta depende de onde a árvore está plantada, do estado do vegetal e de eventos climáticos. A quem cabe o custo? A prefeitura ou o proprietário do terreno podem ser responsáveis, conforme o caso.
Se a árvore está dentro da propriedade do morador, a responsabilidade costuma recair sobre o proprietário, a depender do estado da árvore antes da queda. Árvores doentes, com raízes podres, inclinação evidente ou galhos mortos costumam gerar ônus ao dono, salvo se ficar comprovado que a árvore estava sã.
Quando o vegetal fica em área pública, o poder público pode ter responsabilidade, especialmente se a poda ou manutenção não ocorreu mesmo após aviso. Palavras-chave são: área pública, dever de manutenção e prevenção.
Tempestades, força maior e casos especiais
Em tempestades ou fenômenos imprevisíveis, a queda pode ser tratada como força maior, excluindo a obrigação de indenizar pelo proprietário. Ainda assim, as vítimas podem ajuizar ações indenizatórias.
Se houver notificação prévia do risco ao proprietário ou ao poder público e não houver providências, a ocorrência pode gerar responsabilidade civil pela perda e danos. Em alguns casos, também pode haver responsabilização criminal por dano decorrente da omissão.
Quais provas reunir
Para comprovar responsabilidade, é essencial um laudo técnico assinado por engenheiro florestal, fotos da copa, tronco, galhos e da área afetada. Testemunhas que descrevam o estado do vegetal também ajudam. A vítima pode mover ação de indenização contra o proprietário da árvore.
Quando a árvore é de responsabilidade pública, a vítima pode acionar o município para ressarcimento dos prejuízos, desde que haja indicação de falha na manutenção ou na poda.
Quando acionar o seguro
A Lei 15.299/2025 prevê que, se houver pedido de poda protocolado na prefeitura e o órgão público não atuar em 45 dias, o cidadão pode autorizar o corte com laudo técnico de risco, desde que observe a legislação ambiental. A seguradora pode cobrir danos materiais conforme a apólice.
Seguradoras costumam exigir laudos, fotos, documentos do bem e orçamentos, variando conforme o contrato. Coberturas específicas para danos de árvores diante de eventos climáticos são comuns para imóveis residenciais.
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