À véspera da cerimônia de abertura da Copa do Mundo, a Cidade do México vive protestos em diferentes pontos da capital. Moradores criticam o custo alto dos ingressos e o impacto social do evento, além de reclamar de serviços básicos afetados pela realização das obras.
Em frente ao Estádio Azteca, associações de moradores denunciam especulação imobiliária e apontam quedas no abastecimento de água na região de Santa Úrsula. Os manifestantes também reivindicam melhores condições de moradia.
Sindicatos de professores bloqueiam uma avenida próxima ao Azteca, cobrando reajuste salarial e a revogação de mudanças na aposentadoria. No centro, no Zócalo, barreiras metálicas impedem a entrada de manifestantes na área da FanFest, gerando protesto de comerciantes locais.
Ingressos e Preços
A abertura terá o Estádio Azteca como palco de dois jogos do México na fase de grupos e de uma oitava de final, além de receber a cerimônia de abertura. A FIFA utiliza tarifa dinâmica, com preços ajustados conforme a procura, e autorizou a revenda oficial de ingressos, o que ampliou as oscilações de valor.
Os ingressos chegaram a quase 11 mil dólares, equivalente a mais de 55 mil reais, em algumas plataformas de revenda. Em setores de camarotes, há anúncios com valores ainda mais altos, refletindo a alta demanda pelo evento.
Cenário e Certames
O Azteca sediará cinco partidas do Mundial, consolidando-se como palco histórico da competição. Além do México, outros jogos ocorrem em Monterrey e Guadalajara, com 13 partidas realizadas no México, 13 no Canadá e 78 nos Estados Unidos.
Claudia Sheinbaum afirmou, na segunda e na terça-feira, que o evento deverá transcorre de forma pacífica e reiterou o planejamento conforme estabelecido. O governo federal apresentou propostas a sindicatos, que foram recusadas, incluindo um novo mecanismo de vagas e a criação de uma seguradora pública para aposentadorias.
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