Morar a dois: o apartamento de Luca Scarpelli e Gabi Moretti mostra como a mistura de estilos opostos pode virar prática de autoconhecimento, desapego e afeto. O casal vive em São Paulo há mais de dois anos, com um ano de noivado.
A decisão de morar junto não girou apenas em torno de como dividir armários. O arranjo nasceu de um diálogo sobre correspondência entre identidade e espaço: ele, que já morava no local, cedeu espaço para a nova convivência sem abrir mão de sua expressão pessoal.
O apartamento, planejado principalmente por Gabi, prioriza tons claros, madeira e um mood minimalista, buscando um refúgio da rotina urbana. A arquiteta interna aposta em um ambiente de desaceleração, onde a mente possa descansar.
Por outro lado, Luca enxerga o lar como tela de expressão. Paredes coloridas, tapetes e referências diversas aparecem como componentes de uma identidade em constante transformação. A ideia é permitir que o espaço se adapte com mudanças simples, como nova pintura ou nova disposição dos objetos.
Harmonia pela negociação
Além da combinação estética, o casal discute limites e concessões diárias. Gabi define prioridades claras para manter parte de seu espaço pessoal dentro do que é compartilhado. A convivência, segundo o relato, depende de equilíbrio entre pertencimento conjunto e individualidade preservada.
Entre na conversa da comunidade